Foto: Tony Oliveira
O Distrito Federal desponta como referência nacional na produção agrícola, ocupando o 13º lugar entre as unidades da Federação que mais contribuem para o agronegócio brasileiro, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária. O impacto do setor é significativo: em 2023, a produção agrícola movimentou cerca de R$ 6 bilhões, abrangendo uma área de 178,5 mil hectares, conforme o relatório da Emater-DF (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF).
A cultura do feijão é um dos maiores destaques da região, com mais de 39 mil toneladas colhidas no ano passado. O grão se diferencia de outros plantios, como o milho e a soja, pelo rápido ciclo de cultivo, que varia de 60 a 100 dias, permitindo aos produtores locais duas safras anuais e maior segurança alimentar. Essa agilidade contribui para a diversificação produtiva e sustentabilidade agrícola no DF.
Para o produtor rural César Augusto Gelain, a combinação de tecnologia e eficiência faz do feijão uma cultura altamente lucrativa. “Com a estrutura tecnológica disponível, o feijão é interessante pela colheita rápida, que agrega valor e garante maior rentabilidade”, afirma Gelain.
O sucesso agrícola do DF é sustentado pelas políticas de incentivo do Governo do Distrito Federal e pela atuação da Emater-DF, que oferece assistência técnica, orientação para crédito rural e programas de capacitação. Atualmente, 22.950 produtores estão cadastrados na Emater, com forte presença da agricultura familiar, que corresponde a 9.386 desses agricultores. Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Antônio Banci, a assistência técnica é essencial para que os produtores invistam com confiança, contribuindo para o desenvolvimento rural da capital.
Essas iniciativas reforçam o papel do DF como um importante polo agrícola, gerando emprego, renda e alimentos tanto para a região quanto para outras partes do país.