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DF entra em “modo 2026”: sucessão no Buriti, rearranjos partidários e 5 nomes no radar para o GDF

19/02/2026
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Brasília já vive, na prática, a pré-campanha de 2026. O motor principal é a sucessão no Palácio do Buriti: o governador Ibaneis Rocha (MDB) tem sinalizado o projeto de disputar o Senado e, para isso, precisará se desincompatibilizar (deixar o cargo) dentro do prazo legal — tradicionalmente seis meses antes do 1º turno (em 2026, isso tende a cair no início de abril).

Ao mesmo tempo, a política local combina três fatores que costumam “embaralhar” o tabuleiro no DF:

  1. base governista ampla e fragmentada, com negociações por chapa majoritária e nominatas;
  2. oposição tentando unificar campo (especialmente à esquerda), buscando nome com capilaridade e discurso de serviços públicos;
  3. pressões de gestão (orçamento, saúde, mobilidade, segurança, regularização e infraestrutura) que impactam a avaliação do governo e, por tabela, a transferência de votos.

A seguir, um retrato apartidário dos principais pré-candidatos que aparecem como mais citados por reportagens, movimentações partidárias e pesquisas divulgadas até aqui.


O que está em jogo no DF em 2026

Temas que devem dominar o debate

  • Saúde: fila, atenção básica, gestão de contratos e regionalização do atendimento (tema já assumido como eixo por pré-candidatura).
  • Mobilidade e obras: expansão/qualidade do transporte, corredores, integração e impactos urbanos.
  • Segurança pública: prevenção, inteligência, policiamento comunitário e combate a roubos/violência.
  • Habitação e regularização: grilagem, titulação, ordenamento urbano e acesso a moradia.
  • Orçamento e prioridades: disputa por recursos, contingenciamentos e pactos com áreas sociais.

O “efeito chapa” (GDF + Senado)

No DF, a eleição majoritária costuma ser decidida por composição: quem for competitivo ao Buriti tende a puxar alianças para o Senado e vice-versa. A própria base governista já discute cenários de composição para 2026.


Pesquisas: quem aparece na frente (até agora)

Alguns levantamentos de 2025 colocaram Celina Leão na liderança em cenários testados. Em dezembro de 2025, a Real Time Big Data indicou a vice-governadora à frente, com metodologia divulgada (1.200 entrevistas e margem de erro de 3 p.p.).
Outros institutos também testaram cenários no DF ao longo de 2025, com variações de nomes e posições, mas mantendo o desenho de disputa polarizada entre situação e oposição, com um segundo pelotão tentando crescer.

Nota de leitura: pesquisa em pré-campanha mede mais recall e clima político do que voto consolidado. Trocas de partido/alianças e “fatos da gestão” ainda podem mudar o jogo.


Quem são os pré-candidatos mais citados ao GDF

Foto:Wilson Dias/Agência Brasil

1) Celina Leão (PP) — vice-governadora

O que representa: continuidade com tentativa de “marca própria”. É o nome mais associado à sucessão governista, com movimentos públicos de articulação da base.

Pontos de força

  • Máquina/gestão: presença no governo e agenda institucional.
  • Liderança em pesquisas recentes (em alguns cenários divulgados).

Desafios

  • Defender legado: qualquer desgaste do governo tende a respingar.
  • Amarrar alianças sem perder identidade — especialmente em cenários com muitas pré-candidaturas competitivas no campo mais conservador.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

2) José Roberto Arruda (PSD) — ex-governador

O que representa: retorno de um nome conhecido do eleitorado, com discurso de experiência administrativa e crítica à gestão atual.

Pontos de força

  • Alto grau de conhecimento público.
  • Narrativa de “gestão” e promessa de retomada de políticas com execução rápida.

Desafios

  • Rejeição/controversas: em eleições, tende a ser tema central de adversários e debates.
  • Construção de alianças para além do eleitorado fiel, mirando centro e periferias administrativas.

Valter Campanato/Agência Brasil

3) Leandro Grass (PT) — ex-deputado distrital, presidente do Iphan

O que representa: tentativa de consolidar uma candidatura de oposição com foco em políticas públicas e crítica ao modelo atual de gestão no DF. Recentemente, ganhou tração com movimentos internos de unificação no campo petista.

Pontos de força

  • Discurso programático (serviços públicos, planejamento urbano, cultura e participação).
  • Potencial de unificar a esquerda no DF, reduzindo dispersão.

Desafios

  • Ampliar para além da bolha militante e crescer em regiões administrativas onde a eleição se decide.
  • Enfrentar o “peso da máquina” governista e o recall forte de nomes tradicionais.

Jane de Araújo/Agência Senado

4) Izalci Lucas (PL) — senador

O que representa: campo liberal-conservador com ênfase em segurança, gestão e pauta econômica, buscando se posicionar como alternativa à sucessão do governo. A pré-candidatura ao Buriti já foi publicamente mencionada em diferentes momentos.

Pontos de força

  • Mandato no Senado e presença no debate nacional, com reflexos no DF.
  • Potencial de atrair voto ideológico em um cenário fragmentado.

Desafios

  • Competição interna no mesmo espectro político, sobretudo se a base governista mantiver coesão e se houver outros nomes fortes no campo.
  • Dependência do desenho de alianças (vice e palanques) para ganhar escala no DF.

5) Paula Belmonte (PSDB) — deputada distrital

Agência CLDF

O que representa: tentativa de se firmar como opção de gestão com foco declarado em saúde e serviços, alavancada por movimentações partidárias e anúncio de projeto para 2026.

Pontos de força

  • Bandeira clara (saúde) e perfil de fiscalização/legislativo.
  • Pode dialogar com eleitor que busca “terceira via” local.

Desafios

  • Ganhar conhecimento de massa rapidamente.
  • Converter pauta setorial em plataforma ampla (segurança, mobilidade, economia, habitação).


    6) Rafael Prudente (PMDB) — deputado federal

    “Rafael Prudente entra no radar como ‘plano B’ do MDB”
    Nos últimos dias, o nome do deputado federal Rafael Prudente (MDB-DF) passou a ser citado em colunas e bastidores como possível alternativa do MDB para a disputa do Governo do DF em 2026, em um cenário que cogita candidatura própria do partido ao Buriti. Publicações apontam que a direção nacional do MDB teria endossado informalmente Prudente como opção, caso a estratégia mude e a vice-governadora Celina Leão deixe de ser o nome principal do campo governista. Prudente, por sua vez, tem adotado cautela e não confirmou movimento oficial: em entrevista recente, declarou que “não serei candidato de mim mesmo” e reafirmou, em outras ocasiões, o foco na reeleição à Câmara.

Três cenários possíveis (sem futurologia)

  1. Continuidade competitiva: governismo transfere força para Celina e chega forte ao 2º turno (ou vence no 1º, se a oposição fragmentar).
  2. Oposição “unificada” cresce: esquerda fecha em um nome e tenta levar a eleição para debate de serviços e desigualdade territorial.
  3. Direita pulverizada: múltiplas pré-candidaturas no mesmo campo dividem o eleitorado e abrem espaço para rearranjos de última hora em alianças majoritárias e Senado.

Serviço ao leitor: como acompanhar a pré-campanha com menos ruído

  • Compare pesquisas diferentes (instituto, método, período, cenário).
  • Observe alianças e trocas de partido (elas mudam tempo de TV, recursos e palanques).
  • Separe promessa de entrega: olhe orçamento, prazos, contratos e indicadores por região administrativa.
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