Por Redação CidadeCult
Quando decidiu mergulhar nos números dos esportes femininos, Emma Rodríguez-Ayala encontrou algo que o mercado ainda parecia ignorar: os direitos de transmissão de ligas como a WNBA e a National Women’s Soccer League (NWSL) estavam tremendamente subvalorizados. Para ela, o aumento de audiência e público não deixa dúvidas: “É emocionante ver nossa sociedade mudar em tempo real.”
Advogada e diretora administrativa da Ariel Investments, empresa que gerencia mais de US$ 13 bilhões, Emma decidiu agir. Em 2024, lançou o Project Level, primeiro fundo da Ariel dedicado exclusivamente ao esporte feminino. Já são investimentos em uma equipe de futebol da NWSL, em Denver, e na League One Volleyball (LOVB), que conecta milhares de jovens atletas e, em 2025, lançou sua própria liga profissional. A meta é ambiciosa: levantar US$ 500 milhões e expandir para mercados internacionais, como o rúgbi feminino na Austrália e o golfe na Ásia.

Aos 43 anos, Emma carrega na trajetória marcas de ousadia herdadas da mãe, uma empresária da beleza que fazia clientes internacionais viajarem até Mayagüez, na República Dominicana, para fechar negócios. Foi esse espírito que levou Emma a trilhar um caminho de liderança, da Universidade de St. Louis até a Faculdade de Direito de Chicago, e mais tarde ao setor financeiro.
Além de abrir espaço no mercado esportivo, Emma também dedica tempo a mentorar jovens latinos e financiar empreendedores hispânicos. Reconhecida como uma das principais líderes latinas em 2018 pelo Conselho Nacional de Diversidade, ela insiste em um recado: “As pessoas sabem que podem estar presentes.”
Para ela, apostar em esportes femininos não é só sobre dinheiro. É sobre dar visibilidade, abrir caminhos e transformar culturas inteiras.
⚽ No Brasil: Marta e a aposta no futebol feminino como legado
Se nos Estados Unidos Emma Rodríguez-Ayala aposta em fundos de investimento, no Brasil a maior representante dessa visão é a própria Marta Vieira da Silva, a Rainha do Futebol. Mais do que colecionar títulos, Marta tem sido incansável na luta pela valorização do futebol feminino e pela criação de uma estrutura sólida para as próximas gerações.

Seus discursos em Copas do Mundo — como o emblemático “não vai ter uma Formiga para sempre, não vai ter uma Marta para sempre” — ecoam exatamente a ideia de Emma: o esporte feminino só cresce se houver investimento, respeito e oportunidades.
Hoje, Marta é referência não apenas como atleta, mas também como porta-voz da transformação social por meio do esporte, incentivando meninas de todo o país a sonharem grande e a ocuparem espaços que antes pareciam inalcançáveis.














