Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Home VOZES DA AMÉRICA LATINA

Isabela Merced: entre Hollywood e raízes, uma artista que não abre mão de sua identidade

24/09/2025
Compartilhe essa notíciaEnvie por e-mail

Por Redação CidadeCult

Aos 24 anos, Isabela Merced já tem um currículo que impressiona: brilhou em Alien: Romulus, conquistou os fãs na segunda temporada de The Last of Us e estreou no universo da DC como a Mulher-Gavião em Superman, de James Gunn. Mas, apesar dos papéis de peso em franquias globais, a atriz e cantora não quer ser apenas mais um nome em blockbusters.

Seus próximos projetos são filmes independentes, dirigidos por mulheres latinas e produzidos em colaboração com amigas. Para Isabela, eles representam um retorno à essência criativa: “Não sou apenas atriz — também posso criar minhas próprias histórias.”

O caminho dela começou cedo, aos 10 anos, na Broadway, e passou por papéis marcantes como Dora, a Aventureira no cinema. Foi nessa época que ela trocou o sobrenome artístico “Moner” por Merced, em homenagem à avó materna, reforçando o elo entre arte e identidade peruana.

Isabela leva esse compromisso para além das telas. Seja nos bastidores de The Last of Us, participando ativamente do processo de edição, seja nas redes sociais, onde fala abertamente sobre sua identidade queer, seu orgulho latino e suas posições políticas, ela insiste: “Antes de ser artista, sou cidadã americana e filha de um imigrante.”

Em sua carreira musical, também abre espaço para a comunidade latina, cantando em inglês e espanhol e colaborando com nomes como Sebastián Yatra e Tony Succar, o primeiro peruano a ganhar um Grammy.

Sem pressa, Merced sonha em dirigir e produzir, mas já aprendeu a confiar no processo: “Não quero ser a cineasta mais jovem do mundo. Quero contar as melhores histórias possíveis.” E pelo visto, ela tem muitas delas pela frente.

A atriz e cantora Isabela Merced em Los Angeles em 25 de abril de 2025. Adali Schell—The New York Times/Redux

🎬 No Brasil: Liniker, a arte que é identidade

No Brasil, uma trajetória que dialoga com a de Isabela Merced é a da cantora e atriz Liniker. Assim como Merced, Liniker faz questão de afirmar que arte e identidade não podem ser separadas. Mulher trans negra, ela transformou sua história pessoal em música, conquistando espaço na cena nacional e internacional.

Sua carreira decolou com a banda Liniker e os Caramelows, e em 2021, já em carreira solo, ela se tornou a primeira artista trans brasileira a ganhar um Grammy Latino, com o álbum Indigo Borboleta Anil. Além da música, Liniker também atua: participou de séries como Manhãs de Setembro, produzida pela Amazon Prime, trazendo representatividade rara para o audiovisual.

Tanto Liniker quanto Isabela provam que o palco — seja o do cinema, da TV ou da música — é também lugar de afirmação política e de construção de narrativas que celebram diversidade e pertencimento.

Divulgação
Post Anterior

Daphne Frias: quando clima, saúde e inclusão caminham juntos

Próximo Post

Gal Costa faria 80 anos: 80 gravações que eternizam sua voz cristalina

Related Posts

Reprodução Instagram (@guisilvaphotography para @vivendodeshows)

Gabriele Leite é a convidada do Sala de Concerto, da Rádio MEC, nesta sexta

Premiada violonista e compositora apresenta repertório dedicado a compositores brasileiros no programa que vai ao ar na sexta-feira, 10 de...

Vanessa da Mata palestra em Harvard e destaca a cultura como força de transformação socia

Artista brasileira participou da 12ª edição da Brazil Conference e falou sobre música, identidade cultural e libertação feminina A cantora...

Entre o blues e o soul, Rayane Fortes lança “RAY”, 1ª parte de novo EP gravado ao vivo

Rayane Fortes abre um novo capítulo na carreira com “RAY”, primeira parte do EP que aprofunda sua estética entre modern...

Rayane Fortes é capa da Guitar Thrills, revista norte-americana dedicada à guitarra

A cantora, compositora, guitarrista e multi-instrumentista Rayane Fortes acaba de conquistar um novo marco na carreira: ela é a capa...

Revista americana destaca Ludmilla como “a voz preta mais poderosa da América Latina”

A cantora Ludmilla é a estrela da capa de fevereiro da revista americana Galore, que define a artista brasileira como...

Carnaval como arquivo vivo: quando Cametá grava a própria memória (e a Amazônia ocupa o centro do palco)

Na América Latina, a festa nunca é só festa. Ela é também idioma, arquivo, trabalho, disputa por narrativa — e,...

Mais de 300 mulheres negras lançam Manifesto por Justiça Reprodutiva às vésperas da Marcha das Mulheres Negras em Brasília

Arte/divulgação A poucos dias da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, que acontece em 25 de novembro,...

Próximo Post

Gal Costa faria 80 anos: 80 gravações que eternizam sua voz cristalina

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Siga Nos! <3

Recommended

CCBB Brasília recebe palestra do artista Paulo Paes sobre a história do balão!

3º encontro de ceramistas do DF e entorno: uma celebração da arte e criatividade

70 anos de Grande Sertão: Veredas inspiram travessia literária imersiva no sertão brasileiro

Most Popular

turismo

Museu do Amanhã inaugura loja com produtos exclusivos inspirados em ciência e arquitetura!

Cinema

Festival de Cinema Europeu Imovision chega à 2ª edição em Niterói com filmes inéditos e debates!

audiovisual

Elisa Lucinda revisita trajetória e fala sobre arte e resistência em série do Curta!

CidadeCULT

© 2026 JNews - O CidadeCult não é apenas um portal de notícias; é um ecossistema de diálogo. Dialogamos com a arte, o pensamento crítico e o cotidiano irbano com um olhar e linguagem acessível.

Navigate Site

  • Setup menu at Appearance » Menus and assign menu to Footer Navigation

Siga-nos

Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

© 2026 JNews - O CidadeCult não é apenas um portal de notícias; é um ecossistema de diálogo. Dialogamos com a arte, o pensamento crítico e o cotidiano irbano com um olhar e linguagem acessível.