Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Home VOZES DA AMÉRICA LATINA

Daphne Frias: quando clima, saúde e inclusão caminham juntos

24/09/2025
Compartilhe essa notíciaEnvie por e-mail

Por Redação CidadeCult

Daphne Frias prefere se apresentar como contadora de histórias. Aos 27 anos, vivendo com paralisia cerebral e se locomovendo em cadeira de rodas, ela transformou suas experiências pessoais em combustível para lutar por um planeta mais justo. “Definir-me assim significa colocar as pessoas da minha comunidade em primeiro lugar”, afirma.

Filha de uma família dominicana do West Harlem, Daphne cresceu percebendo diferenças gritantes entre o bairro onde morava e a região central de Manhattan, onde estudava. O contraste começava no ar: enquanto em casa a poluição e a névoa eram constantes, no centro a atmosfera parecia mais limpa. Foi ali que ela começou a entender o impacto invisível do ambiente sobre a saúde.

Daphne Frias posa para um retrato durante a marcha climática “Marcha pelo Fim dos Combustíveis Fósseis”, na cidade de Nova York, em 17 de setembro de 2023. Bryan Anselm—Redux

Aos 14 anos, descobriu a saúde pública e passou a conectar pontos que quase ninguém enxergava: racismo ambiental, deficiência e crise climática. “Quanto mais isolarmos deficiência e clima, mais longe estaremos de soluções equitativas”, defende.

Seu ativismo já a levou até a ONU, onde participou de uma conversa com António Guterres, e a colocou como uma das vozes jovens mais influentes nas maiores greves climáticas do mundo, em 2019. Também atuou como consultora de acessibilidade na Marcha pelo Fim dos Combustíveis Fósseis, que reuniu mais de 75 mil pessoas em Nova York.

Para Daphne, as soluções existem, mas falta decisão política: “Só precisamos convencer as pessoas de que vale a pena financiá-las.” Enquanto isso, ela encontra forças no movimento jovem global: “Estou cercada pela comunidade. Não faço esse trabalho sozinha.”


🌱 No Brasil: Artemisa Xakriabá, a guardiã indígena do clima

No Brasil, uma voz ecoa com a mesma força que Daphne Frias: a da jovem liderança indígena Artemisa Xakriabá. Membro do povo Xakriabá, em Minas Gerais, ela se tornou referência internacional na defesa do meio ambiente e na luta contra as mudanças climáticas.

Divulgação

Artemisa também entende que clima e vida estão diretamente conectados. Em seus discursos — que já chegaram à ONU e à COP27 — ela denuncia como o desmatamento, a mineração e a poluição afetam não só a floresta, mas a saúde e a sobrevivência de povos inteiros.

Assim como Daphne, Artemisa aposta na juventude como motor da transformação. Sua fala mistura urgência e esperança, lembrando que proteger a terra não é apenas uma questão ambiental, mas de justiça social, cultural e humana.

Post Anterior

Isabel Allende: a escritora que transforma silêncio em memória

Próximo Post

Isabela Merced: entre Hollywood e raízes, uma artista que não abre mão de sua identidade

Related Posts

Reprodução Instagram (@guisilvaphotography para @vivendodeshows)

Gabriele Leite é a convidada do Sala de Concerto, da Rádio MEC, nesta sexta

Premiada violonista e compositora apresenta repertório dedicado a compositores brasileiros no programa que vai ao ar na sexta-feira, 10 de...

Vanessa da Mata palestra em Harvard e destaca a cultura como força de transformação socia

Artista brasileira participou da 12ª edição da Brazil Conference e falou sobre música, identidade cultural e libertação feminina A cantora...

Entre o blues e o soul, Rayane Fortes lança “RAY”, 1ª parte de novo EP gravado ao vivo

Rayane Fortes abre um novo capítulo na carreira com “RAY”, primeira parte do EP que aprofunda sua estética entre modern...

Rayane Fortes é capa da Guitar Thrills, revista norte-americana dedicada à guitarra

A cantora, compositora, guitarrista e multi-instrumentista Rayane Fortes acaba de conquistar um novo marco na carreira: ela é a capa...

Revista americana destaca Ludmilla como “a voz preta mais poderosa da América Latina”

A cantora Ludmilla é a estrela da capa de fevereiro da revista americana Galore, que define a artista brasileira como...

Carnaval como arquivo vivo: quando Cametá grava a própria memória (e a Amazônia ocupa o centro do palco)

Na América Latina, a festa nunca é só festa. Ela é também idioma, arquivo, trabalho, disputa por narrativa — e,...

Mais de 300 mulheres negras lançam Manifesto por Justiça Reprodutiva às vésperas da Marcha das Mulheres Negras em Brasília

Arte/divulgação A poucos dias da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, que acontece em 25 de novembro,...

Próximo Post

Isabela Merced: entre Hollywood e raízes, uma artista que não abre mão de sua identidade

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Siga Nos! <3

Recommended

Fazenda da Matta: um novo capítulo de solidez e legado no coração do Cerrado

Celebre a diversidade no “Mistura Geral Música”

Zoológico de Brasília: cuidados e dietas personalizadas para mais de 600 animais

Most Popular

turismo

Museu do Amanhã inaugura loja com produtos exclusivos inspirados em ciência e arquitetura!

Cinema

Festival de Cinema Europeu Imovision chega à 2ª edição em Niterói com filmes inéditos e debates!

audiovisual

Elisa Lucinda revisita trajetória e fala sobre arte e resistência em série do Curta!

CidadeCULT

© 2026 JNews - O CidadeCult não é apenas um portal de notícias; é um ecossistema de diálogo. Dialogamos com a arte, o pensamento crítico e o cotidiano irbano com um olhar e linguagem acessível.

Navigate Site

  • Setup menu at Appearance » Menus and assign menu to Footer Navigation

Siga-nos

Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

© 2026 JNews - O CidadeCult não é apenas um portal de notícias; é um ecossistema de diálogo. Dialogamos com a arte, o pensamento crítico e o cotidiano irbano com um olhar e linguagem acessível.