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40 anos de “Axé Music” o ritmo que contagiou Brasília e se tornou parte da sua identidade

24/01/2025
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Foto/divulgação

Neste ano de 2025, o Brasil celebra 40 anos de “Axé music”, um gênero que revolucionou a música brasileira e marcou o Carnaval, especialmente em Salvador, sua cidade natal. Desde o lançamento de “Fricote” por Luiz Caldas, a “Axé music” trouxe consigo uma energia vibrante e contagiante, capaz de invadir as festas e os corações do país. Mas a influência desse ritmo não se limitou à Bahia. Brasília, conhecida por sua forte cena do rock, também foi palco para a reinvenção do axé no Cerrado, criando uma identidade única e vibrante que permanece até hoje.

O Axé chega ao Cerrado: a influência dos baianos

Nos anos 80, enquanto Brasília se consolidava como a “Capital do rock”, o axé foi chegando com a força da imigração nordestina. Muitos baianos trouxeram a energia dos trios elétricos e o ritmo acelerado para o centro do país. Em 1988, a banda “Massa real”, formada por Paulinho Moreno e Mano, fez história ao ser uma das pioneiras a trazer a autenticidade do axé para a cidade. O trio elétrico da banda fez sucesso e contou com a participação de ícones como Cássia Eller, ajudando a popularizar o ritmo por aqui.

Logo, outras bandas como “Trem das cores“, “Banda imagem” e “Banda magia” ajudaram a criar uma cena genuína e autêntica, com músicos locais não só tocando os clássicos do axé, mas criando novas músicas, misturando o som da Bahia com a alma brasiliense.

Axé nos anos 90: a explosão do ritmo na capital

Nos anos 90, o axé se consolidou como parte essencial da identidade cultural de Brasília. Bandas locais se tornaram responsáveis por agitar o carnaval e as festas da cidade, fazendo do gênero uma referência. Além de reproduzir os hits de Salvador, essas bandas começaram a inovar, lançando músicas próprias e criando blocos como Baratona, Pega pega e Raparigueiros, que animaram as ruas e os camarotes do DF.

A Micarecandanga foi o grande evento que reuniu as maiores estrelas do axé no DF. A “Banda imagem“, que animava a festa com seu trio elétrico, consolidou seu nome como uma das maiores representantes do estilo na cidade. Além disso, a banda “Banda magia” foi responsável por eventos como as Domingueiras baianas, celebrando o melhor do Carnaval.

Grupos percussivos: a essência do axé em Brasília

Enquanto as bandas tocavam o axé nas festas, os grupos de percussão foram fundamentais para manter a essência do gênero em Brasília. Asé Dudu, por exemplo, é um dos mais antigos e tem sido essencial na preservação da cultura do axé. Outro exemplo importante é o grupo Surdodum, que é formado por músicos surdos e promove a inclusão de forma criativa e única, trazendo o axé para um público cada vez mais diverso.

A nova geração de artistas de axé

Quarenta anos após o nascimento da axé music, Brasília continua sendo um centro de renovação do gênero. Nomes como Adriana Samartini, Thiago Nascimento, Salcedo, Juliana Müller, e Chiki Tá Bacana mantêm o axé vivo, agora com influências mais modernas e adaptadas ao cenário contemporâneo. Além disso, a banda “Eduardo e Mônica” segue tocando esse legado, reafirmando o compromisso com a tradição e a inovação no gênero.

Brasília, um polo cultural do axé

A cidade que é conhecida mundialmente como a “Capital do rock” agora se destaca também como um importante centro de axé. Nos últimos 40 anos, o gênero se enraizou nas celebrações e nas festas brasilienses, influenciando não só o Carnaval, mas também as apresentações de grandes artistas e novas bandas. O axé se tornou um símbolo de celebração, resistência e autenticidade em Brasília, que mantém viva essa cultura vibrante.

Neste marco dos 40 anos da “Axé music”, fica claro que a cidade do Cerrado tem muito a oferecer para a música baiana. A mistura da energia do axé com a pluralidade cultural da capital só fortalece o legado desse ritmo, que segue marcando a história e encantando o público com sua irreverência e alegria.

Brasília, mais do que nunca, é um espaço onde a música e a cultura do Brasil inteiro podem coexistir e se reinventar. O Axé, com seu ritmo inconfundível, é um exemplo claro de como a música tem o poder de unir diferentes regiões, trazendo o melhor de cada canto do país para o coração do Brasil.

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