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Ficção é destaque do Festival de Brasília

10/11/2021
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Setenta por cento dos filmes selecionados para a 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) são ficções vindas de 11 estados brasileiros das cinco regiões. A safra de maioria inédita vai dialogar com o tema “O cinema do futuro e o futuro do cinema”, proposto pela curadoria formada pelo cineasta Sílvio Tendler e pela professora da UnB Tânia Montoro. Nasce com a proposta de refletir sobre a produção nacional depois de quase dois anos de pandemia. 

 

 

“O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro sempre, em sua natureza, foi um espaço para o diálogo com o que está por vir. Daqui, nasceram linguagens, estéticas e debates políticos que construíram a identidade do novo cinema brasileiro. Essa edição nasce histórica porque vai pautar esse mundo pós-pandemia. Nada será como antes, e essas tendências serão examinadas nos dias de festival”, aponta o secretário Bartolomeu Rodrigues.

 

A curadoria acredita que a edição de 2021 tem potência ampliada de debates. Silvio Tendler comemora o número de ficções, mostrando um novo fôlego para o cinema nacional.

 

“No ano passado, os documentários colocaram a edição em pé e foi uma vitória (620 mil espectadores). Nesse ano, temos essa reflexão ampliada. Vamos discutir temas como cinemas em tempos remotos, linguagem híbrida e relação com plataformas”, conta Silvio Tendler.

 

“Não tem coisa mais futurista do que revisitar a memória e essa edição fará esses passeios. Teremos uma homenagem a Tânia Quaresma, que foi uma cineasta de discussões planetárias, e a celebração à trajetória de Lauro Montana, nosso ator brasiliense detentor do Kikito”, completa Tânia Montoro.

 

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Realizada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) em parceria com a Associação Amigos do Futuro, a 54ª edição do mais longevo festival de cinema do Brasil será realizada, em formato virtual, entre os dias 7 e 14 de dezembro, com os longas da mostra nacional competitiva às 23h30, no Canal Brasil. As mostras de Curta e toda a programação da Mostra Brasília estarão na plataforma InnSaei.TV.

 

“Nossa preocupação nessa edição foi ampliar o acesso do público a toda a programação de forma democrática. Assim, cada espectador vai ter 24 horas para assistir às produções”, destaca a diretora executiva e subsecretária de Economia Criativa, Érica Lewis.

 

Com aporte de R$ 2 milhões, o FBCB vai distribuir R$ 400 mil em prêmios para as 30 produções. Foram designados como cachê os valores de R$ 30 mil (longas da Mostra Competitiva Nacional), R$ 10 mil (curtas da Mostra Competitiva Nacional), R$ 15 mil (longas da Mostra Brasília de Cinema Candango) e R$ 5 mil (curtas para Mostra Brasília).

 

COMO ASSISTIR 

O público assiste a todos os filmes do FBCB gratuitamente na plataforma InnSaei.TV e também confere os longas da Mostra Competitiva Nacional no Canal Brasil, às 23h30. Logo na sequência, à 1h30, o mesmo longa estreia na plataforma InnSaei.TV, ficando disponível até às 23h29 do mesmo dia.

 

Os curtas da Mostra Competitiva, bem como os filmes da Mostra Brasília e mostras paralelas estarão disponíveis exclusivamente pela plataforma InnSaei.TV (horários a consultar no site do festival). Vale ressaltar que as votações do Júri Popular estarão disponíveis exclusivamente na plataforma InnSaei.TV. O campo de votação aparece como pop-up logo após a exibição do filme na íntegra. Visite a programação no site do Festival para ter acesso à exibição de todos os filmes. 

 

 

HOMENAGENS

Divulgação
Léa Garcia: vida de cinema
arquivo pessoal
Lauro Montana: candango póstumo

 

 

Nessa edição, o Festival de Brasília oferece um Candango especial pelo reconhecimento da obra de Léa Garcia, atriz carioca fundamental para o teatro e cinema brasileiros, em seus 88 anos de idade e 70 de carreira. O FBCB também homenageia a memória da professora Lucília Marquez e dos atores Lauro Montana, Luiz Gustavo, Tarcísio Meira, Paulo José e Paulo Gustavo. 

 

A SELEÇÃO

Dentre os 985 filmes inscritos, foram selecionados seis longas e 12 curtas para pleitear os cobiçados Candangos na Mostra Competitiva Nacional, além de quatro curtas e oito longas para concorrerem na Mostra Brasília. A comissão de seleção dos longas nacionais foi composta por Lino Meireles, Luiz Carlos Merten, Sandra Kogut, Nicole Puzzi e Pedro Caribé. Já os curtas nacionais foram selecionados por Adriana Vasconcelos, André Luís da Cunha, Flávia Barbalho, Paula Sacchetta e Paulinho Sacramento. A Mostra Brasília contou com Flavia Guerra, Maíra Carvalho e Marcelo Emanuel dos Santos na comissão de seleção.

 

OS FILMES

Direção de fotografia: Cris Lyra
Alice dos Anjos
Foto de André Hallak
Lavra
Credito Divulgacao - Anna Azevedo
Saudade do Futuro

 

A seleção de longas da Mostra Competitiva traz quatro ficções e dois documentários da Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Alice dos Anjos (BA), de Daniel Leite Almeida, leva as fantasias de “Alice no país das maravilhas” à paisagem do sertão baiano; Lavra (MG), de Lucas Bambozzi, expõe as feridas da devastação ambiental percorrendo os caminhos da lama tóxica e criminosa que devasta cidades inteiras; Acaso (DF), de Luis Jungmann Girafa, traz o estilo on the road à famosa via W3 de Brasília, celebrando a casualidade das grandes cidades. 

 

“Foram 151 filmes inscritos para escolhermos seis. Testemunhamos todos esses sonhos do fazer e viver cinema nessa amostragem”, comentou Lino Meireles, da Comissão de Seleção de longas da Mostra Nacional.

 

Ela e eu (SP), de Gustavo Rosa de Moura, fala sobre a adaptabilidade do ser humano a eventos inesperados, tendo Andrea Beltrão como protagonista; De onde viemos, para onde vamos (GO), de Rochane Torres, registra tradição e modernidade no dia a dia do povo indígena Iny; e Saudade do Futuro (RJ), de Anna Azevedo, é uma ode à saudade – palavra tão característica da língua portuguesa – filmada entre Brasil, Cabo Verde e Portugal. 

 

Acesse fotos e trailers dos selecionados

54 FBCB (Imagens)

 

Confira sinopses e fichas técnicas

54 FBCB (conteúdo)

 

Entre os curtas nacionais, figuram cinco obras de São Paulo, dois do Distrito Federal, sendo as demais produções da Paraíba, Amazonas, Rio Grande do Sul, Paraná e Pernambuco, sendo nove ficções e três documentários. Ocupagem (SP), de Joel Pizzini, retrata o encontro do escritor Julián Funks com as líderes do movimento sem-teto Carmem Silva e Preta Ferreira; Terra Nova (AM), é uma ficção sobre uma atriz de teatro solicitando seu auxílio emergencial; Filhos da Periferia (DF), de Arthur Gonzaga, debate juventude e violência em contextos periféricos.

 

Chão de Fábrica (SP), de Nika Kopko, é uma produção 100% feminina que retrata o cotidiano de quatro operárias em seu convívio no banheiro feminino; Deus me Livre (PR), de  Carlos Henrique de Oliveira e Luis Ansorena, retrata a dura vida de coveiros no cemitério Vila Formosa – que mais enterrou vítimas de Covid-19 no Brasil; Adão, Eva e o Fruto Proibido (PB), de R.B. Lima marca o reencontro de uma mulher trans e seu filho adolescente, separados no nascimento. 

 

Como respirar fora d’água (SP), de Júlia Fávero e Victoria Negreiros, reflete sobre conflitos no convívio de uma jovem negra e lésbica com a polícia militar, dentro e fora de casa; Cantareira (SP), de Rodrigo Ribeyro, expõe os paradoxos da metrópole e natureza; Sayonara (SP), de Chris Tex, trata de traumas violentos e vingança; Era uma vez… Princesa (RS), de Lisiane Cohen, sai em busca de sentidos diante da ausência de vida numa relação familiar; e Da boca da noite à barra do dia (PE), de Tiago Delácio, documenta a tradição do cavalo marinho na Zona da Mata Pernambucana. 

 

“Nossa missão cinematográfica foi avaliar 743 curtas e escolher 12. Encontramos trabalhos fortes sobre desigualdade e dessa experiência da Covid-19”, revela Flávia Guerra, da Comissão de Seleção.

 

VIGOR DA MOSTRA BRASÍLIA

Festival de Brasília
Vírus
Festival de Brasília
Mestre de Cena
Festival de Brasília
Noctiluzes

 

Os títulos da Mostra Brasília revelam uma produção local incessante, com jovens e veteranos realizadores concorrendo. Na abertura da Mostra – e em homenagem a Tânia Quaresma, cineasta que nos deixou em julho deste ano – o público assiste a Caçadores de História (2016), documentário que retrata a realidade das catadoras e catadores de materiais recicláveis do Brasil. Entre os longas selecionados para a mostra local, estão: o documentário Mestre de Cena, de João Inácio; e as ficções: Acaso, de Luis Jungmann Girafa  (selecionado também para a mostra nacional); Noctiluzes, de Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório; e Advento de Maria, de Vinícius Machado.

 

Entre os curtas que competem na Mostra Brasília estão quatro ficções e quatro documentários, sendo eles: Tempo de Derruba, de Gabriela Daldegan; Tinhosa, de Rafael Cardim Bernardes; Filhos da Periferia, de Arthur Gonzaga (selecionado também para a mostra nacional); Cavalo Marinho, de Gustavo Serrate; Benevolentes, de Thiago Nunes; Ele tem saudade, de João Campos; A Casa do Caminho, de Renan Montenegro; e Vírus, de Larissa Mauro e Joy Ballard. 

 

“Foram 74 curtas e 17 longas. Buscamos escolher filmes que dialogassem com as premissas do Festival de Cinema como representatividade, justiça social, novas linguagens”, frisa Marcelo Santos.

 

  • *Com informações de Guilherme Tavares (Um Nome Produção)

  • Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br

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