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Mostra gratuita une circo, cinema e música no Galpão Bambu, em Brasília

16/09/2026
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Programação no Lago Norte reúne nove obras audiovisuais, números circenses, música, DJ e fogueira em uma noite dedicada às relações entre arte, território e meio ambiente

Circo, cinema, música e natureza se encontram no Galpão Bambu, no Lago Norte, em Brasília, no sábado, 26 de setembro. A partir das 17h30, a Mostra de Vídeo e Circo apresenta gratuitamente nove obras audiovisuais de diferentes regiões do país, quatro números circenses e atrações musicais.

Com curadoria de Poema Mühlenberg e Anamaria Mühlenberg, a mostra parte de uma pergunta: como circo e território se relacionam?

A partir dela, a programação aproxima produções realizadas no Ceará, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Distrito Federal. O resultado é um percurso por diferentes paisagens, comunidades e formas de compreender o fazer circense — da lona e das praças públicas ao Cerrado, às águas, aos quilombos e aos assentamentos.

A própria localização do Galpão Bambu, na Serrinha do Paranoá, integra a experiência. Instalado em uma área rural do Lago Norte cercada por nascentes que seguem em direção ao Lago Paranoá, o espaço articula há mais de duas décadas criação artística, pesquisa corporal e preservação ambiental.

A mulher do mundo (Crédito: Carol Dantas).

Palhaçaria abre a programação

A noite começa ao som do violão de sete cordas de Gabriel dos Anjos, responsável pela recepção do público.

Às 18h, o picadeiro ganha espaço com “Invasões Bárbaras”, espetáculo de palhaçaria do Circo sem Lona, com Marcelo Nenevê.

Depois de um período de ambientação e reconhecimento do Galpão, a sessão audiovisual começa às 19h15.

Ao todo, nove produções integram a mostra, propondo diferentes olhares sobre circo, memória, território, natureza e modos de vida.

Entre elas está “Serrinha do Paranoá”, produção brasiliense que apresenta um olhar sobre a região onde está localizado o Galpão Bambu e sua relação com a paisagem e as águas de Brasília.

Já “A Mulher do Mundo” acompanha quatro mulheres circenses em uma travessia por Cerrado, águas e ruínas, enquanto “Palhaças em: PE na Estrada” registra a circulação de três palhaças por cidades pernambucanas, com passagens por praças, espaços independentes, quilombo e assentamento.

Palhaças em PE na estrada (divulgação).

Filmes de seis unidades da Federação

A seleção nacional inclui ainda “Pra que tu Inventa?”, de Itapipoca, no Ceará, videoclipe que acompanha o cotidiano criativo de um artista entre música, circo e arte urbana.

De São Paulo vem “Permaculturando Processos Imersivos em Dança”, trabalho no qual dança, cultivo e transformação do solo se encontram na criação de uma pequena agrofloresta. A obra homenageia a professora e artista Carla Vendramin.

Também paulista, “Urubu” utiliza circo e natureza para construir uma narrativa sobre transformação, impermanência e o ciclo entre vida e morte.

Representando Alagoas, o documentário “Biribinha na Fronteira do Riso” mergulha nas memórias e bastidores de Biribinha, referência do circo-teatro brasileiro, em torno de seu retorno ao picadeiro.

De Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, “Manifesto Afirmação do Riso” apresenta o riso como forma de comunhão e resistência e defende a ocupação dos espaços públicos pela palhaçaria.

Brasília também aparece em “Desdobráveis”, livre adaptação cinematográfica de Desdobrar, espetáculo da Cia Nós No Bambu. Realizado em 2013, o filme acompanha um dia na vida de quatro mulheres que se desdobram por meio da arte.

Trapézio, acrobacia e pista de dança

Depois da sessão de filmes, o público volta a encontrar o circo ao vivo.

A programação apresenta “Procura-se”, do CircomVida, com Marcella Romar; “Soledades”, da Trupe por um Fio, com Allana Matos; e “Sara, a Serpente”, da Cia Nós No Bambu, com Poema Mühlenberg.

Os números exploram linguagens como manipulação de objetos, trapézio, dança e acrobacia.

A noite termina em clima de celebração: a partir das 21h45, a DJ Odara Kadiegi assume a música, acompanhada por pista de dança e fogueira no Galpão Bambu.

Arte, território e preservação no Lago Norte

O percurso até o espaço também faz parte da proposta da mostra. O público deixa os veículos no Largo do Araguaia e segue em uma breve caminhada até o Galpão Bambu.

Ponto de Cultura e sede da Cia e Escola Nós No Bambu, o espaço independente desenvolve há mais de 20 anos atividades relacionadas à criação artística e à pesquisa da Arte Corpo Bambu, em diálogo direto com a preservação ambiental da região.

A Mostra de Vídeo e Circo integra o projeto Manutenção do Galpão Bambu 2026, realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

Toda a programação conta com audiodescrição e interpretação em Libras. Também há assentos e vagas reservados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mediante solicitação prévia.

Programação

17h30 — Recepção com Gabriel dos Anjos, ao violão de sete cordas
18h — Invasões Bárbaras, do Circo sem Lona
18h45 — Ambientação e reconhecimento do espaço
19h15 — Exibição de curtas e média-metragens
21h — Intervalo
21h15 — Números circenses
21h45 — Pista de dança com DJ Odara Kadiegi e fogueira
00h — Encerramento

Serviço — Mostra de Vídeo e Circo

Quando: sábado, 26 de setembro de 2026, a partir das 17h30
Onde: Galpão Bambu – espaço de criação, Núcleo Rural Córrego do Urubu, Caminho dos Buritis, Serrinha do Paranoá, Lago Norte
Entrada: gratuita, mediante retirada de ingresso pelo Sympla
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Como chegar: em aplicativos de transporte, buscar por “Galpão Bambu”
Estacionamento: Largo do Araguaia, com orientação da equipe; estacionamento interno reservado a pessoas com mobilidade reduzida
Acessibilidade: audiodescrição e interpretação em Libras em todas as atrações; assentos e vagas reservados mediante solicitação prévia
Contato para acessibilidade: galpaobambu@gmail.com
Instagram: @galpaobambu

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