Foto: José Cruz
Depois de uma semana conturbada, com proibição de eventos e ambulantes no Eixão do Lazer, a cultura de Brasília deu a volta por cima e voltou a ocupar o espaço ontem (8). A galera do Choro no Eixo, Jazz no Eixo, Rock no Eixo e muitos outros projetos culturais marcaram presença e mostraram que o Eixão é, sim, da população!
O músico Márcio Marinho, fundador do Choro no Eixo, celebrou o retorno e reforçou que o espaço vai muito além de manifestações artísticas: “Agora a população pegou o Eixão para si, como sempre foi. É um direito de acesso à cidade que a gente não pode perder!”, disse Marinho.
A questão esquentou o debate sobre o uso dos espaços públicos em Brasília e abriu discussões que vão muito além do Eixão. A professora Maria Fernanda Derntl, da UnB, destacou que esse é o momento perfeito para Brasília aprender a conviver com a diversidade nos espaços públicos: “É um exercício de democracia”, afirmou a especialista.
Enquanto isso, o Governo do Distrito Federal (GDF) garantiu que não vai barrar os eventos culturais no Eixão, mas anunciou um plano para regulamentar o espaço. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) tem 30 dias para elaborar as novas regras, mas ainda sem previsão de participação popular no processo. Será que vem diálogo por aí?
Mesmo com essas mudanças, o clima no Eixão neste domingo foi de festa e resistência! Além dos artistas, ambulantes como a Auricélia Rocha, que vende refeições no local, também fizeram questão de estar lá. Para ela, o Eixão é mais do que um ponto de vendas, é sua fonte de renda: “Eu dependo do Eixão. Não tenho trabalho formal. Aqui é o meu sustento e o de mais três pessoas”, contou.
Agora é esperar e torcer para que a cultura continue firme e forte ocupando o Eixão do Lazer – e quem sabe até se expandindo para outras regiões do DF! Afinal, como o Márcio Marinho disse, esse é um exemplo de democracia em movimento.
E você, o que acha dessa retomada? Vamos ocupar, debater e viver a cultura nos nossos espaços públicos!