Data: 08/01/2020
Vencedora da concessão pública teve de destinar verba para consertar aquecedores, câmeras de segurança e sistema de combate a incêndios

Mesmo antes de assumir integralmente a gestão do Mané Garrincha, a Arena BSB – vencedora da licitação sobre a concessão pública – já investiu R$ 2 milhões em pequenas obras e reparos dentro do estádio nacional. Desse valor, pelo menos R$ 1,1 milhão foi destinado à automação interna, incluindo as portas, grande parte desativada por falta de manutenção.
O balanço foi feito durante a gestão compartilhada entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e a concessionária nas vésperas de o Executivo entregar na totalidade a administração da praça futebolística. O ato ocorrerá no fim de janeiro de 2020, conforme antecipado pelo Metrópoles nesta quarta-feira (08/01/2019).
Outras obras tiveram caráter emergencial, como o conserto dos boilers dos banheiros de vestiários que atendem os times escalados para os jogos de futebol. Os aquecedores estavam quebrados e os atletas tomavam banho frio após as competições.
Também foi determinada a troca de toda a iluminação do estádio por LED, o que vai gerar uma economia prevista de até 50% dos gastos até então mantidos pelo GDF. O custo da mudança foi de R$ 400 mil.
À coluna, o presidente da Arena Bsb, Richard Dubois, também apontou que, nesse valor inicial, estão incluídos a nova pintura, a limpeza das arquibancadas e a reforma interna dos vestiários, além dos banheiros.
“Durante três meses, 40 pessoas fizeram um levantamento para conhecer a realidade interna da arena. Todo o estádio foi inspecionado. Na semana que vem, vamos trazer um técnico da Alemanha para elaborar um laudo sobre as condições da parte superior, já que não encontramos uma empresa brasileira para realizar a inspeção”, disse.
Todos esse pontos integram relatório formado por quatro grandes pilhas de papéis entregue à Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), até então mantenedora do estádio nacional. “A maior parte dos problemas foi por mau uso ou por falta de manutenção. Todo o sistema de combate ao incêndio do estádio não funcionava. Até fevereiro, todo esse sistema estará trocado”, afirmou Dubois.
Além disso, pontua Dubois, das 480 câmeras de segurança, metade estava sem funcionar, seja por problemas, desgastes ou até mesmo por estarem quebradas.
Parte dos R$ 2 milhões investidos também inclui a recuperação do sistema de monitoramento interno. “O que precisou ser feito a gente fez com esse capital próprio. O que a gente não poderia fazer era deixar o estádio parado”, acrescentou o gestor.