Foto: Paulo Pinto
A partir de 1º de janeiro de 2025, o Brasil assume a presidência do Brics, grupo que reúne algumas das principais economias emergentes do mundo. Durante o próximo ano, o país liderará discussões fundamentais sobre mudanças climáticas, governança da inteligência artificial (IA), redução da pobreza e desenvolvimento sustentável, buscando um alinhamento estratégico entre as nações membros.
Sustentabilidade como prioridade
Com a realização da COP-30 em Belém, o Brasil quer fortalecer o papel do Brics na luta contra a crise climática. De acordo com o embaixador Eduardo Saboia, negociador-chefe do Brics, a presidência brasileira buscará aproveitar o protagonismo do grupo no setor energético – uma das maiores fontes de emissões de gases do efeito estufa – para impulsionar acordos que beneficiem o meio ambiente e garantam o sucesso da conferência.
Inovação e governança da IA
Outro tema de destaque será a governança da inteligência artificial, uma tecnologia considerada “disruptiva”. O Brasil quer fomentar um debate entre os países do Brics para estabelecer diretrizes conjuntas sobre o uso ético e responsável da IA, antecipando desafios e oportunidades que impactam diretamente o futuro das sociedades.
Expansão do grupo
Desde sua criação em 2009, o Brics tem crescido em relevância global. Originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia e China, o grupo incorporou a África do Sul em 2011 e, recentemente, convidou países como Irã, Egito e Emirados Árabes para se juntarem como membros plenos. Além disso, 13 nações foram convidadas a integrar o grupo como membros associados, incluindo Bolívia, Indonésia e Turquia.
Segundo Saboia, o Brasil buscará garantir que os novos países se sintam acolhidos e integrados às pautas e valores do Brics, reforçando o papel do grupo como uma plataforma de cooperação para o sul global.
Oportunidade histórica
A presidência do Brics oferece ao Brasil uma oportunidade de fortalecer sua posição no cenário internacional e de liderar iniciativas que promovam justiça social, inovação e sustentabilidade. Com temas como o clima e a IA no centro das atenções, 2025 promete ser um ano crucial para moldar o futuro das relações globais.
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