{"id":9000,"date":"2024-11-11T17:45:51","date_gmt":"2024-11-11T20:45:51","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=9000"},"modified":"2024-11-11T17:45:15","modified_gmt":"2024-11-11T20:45:15","slug":"baile-celebra-50-anos-da-black-music-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=9000","title":{"rendered":"Baile celebra 50 anos da &#8220;black music&#8221; no Brasil!"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto\/divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A festa &#8220;Eu amo <em>black music<\/em>&#8221; vai agitar o Teatro Rival Petrobras, no centro do Rio de Janeiro, hoje, nesta sexta-feira, em uma celebra\u00e7\u00e3o dos 50 anos da &#8220;<em>black music<\/em>&#8221; no Brasi<\/strong>l. O evento, que tem como criadores <strong>Dom Fil\u00f3<\/strong> e<strong> DJ Corello<\/strong>, marca um marco hist\u00f3rico na m\u00fasica brasileira, relembrando a cria\u00e7\u00e3o da <strong>Noite do <em>shaft<\/em><\/strong>, o primeiro baile de &#8220;<em>black music&#8221;<\/em> no Brasil, ocorrido em 1974 no <strong>Renascen\u00e7a Clube<\/strong>, no Rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O nascimento de uma cena musical<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dom Fil\u00f3, produtor cultural e engenheiro civil, descreve a <em>&#8220;black music&#8221;<\/em> como &#8220;uma for\u00e7a, um di\u00e1logo coletivo&#8221;.<\/strong> O evento traz \u00e0 tona a import\u00e2ncia hist\u00f3rica dessa m\u00fasica, que originou-se nos campos de algod\u00e3o dos Estados Unidos, <strong>onde as comunidades negras encontraram nas can\u00e7\u00f5es uma forma de express\u00e3o contra a dor da escravid\u00e3o.<\/strong> Esse legado transformou-se no <strong>soul, rhythm and blues, jazz e blues,<\/strong> ritmos que ecoaram e transformaram a m\u00fasica brasileira nas d\u00e9cadas seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Dom Fil\u00f3 relembra como <strong>a chegada da <em>&#8220;black music&#8221;<\/em> ao Brasil foi uma revolu\u00e7\u00e3o.<\/strong> &#8220;A m\u00fasica negra chegou ao pa\u00eds sem ser promovida ou acess\u00edvel de forma ampla&#8221;, afirma. No entanto, com a populariza\u00e7\u00e3o das equipes de som e o acesso crescente aos discos de fora, os bailes como o de <strong>Noite do shaft<\/strong> tornaram-se uma plataforma para expressar a identidade negra e fortalecer a autoestima da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O legado do movimento &#8220;Black Rio<\/strong>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p>O evento tamb\u00e9m traz \u00e0 tona o impacto do <strong>movimento Black Rio<\/strong>, que surgiu de maneira org\u00e2nica no<strong> Rio de Janeiro<\/strong> e foi respons\u00e1vel por levar a m\u00fasica negra estadunidense aos sub\u00farbios da cidade, tornando-se um s\u00edmbolo de resist\u00eancia cultural e racial, principalmente durante a repress\u00e3o da ditadura militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse movimento n\u00e3o se limitava \u00e0 m\u00fasica, mas inclu\u00eda elementos de afirma\u00e7\u00e3o de identidade e resist\u00eancia contra o racismo. Al\u00e9m disso, a presen\u00e7a de \u00edcones como <strong>Tim Maia<\/strong> e <strong>Tony Tornado<\/strong> foi crucial para o <strong>fortalecimento da m\u00fasica negra no Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Movimento charme: a evolu\u00e7\u00e3o da black music<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 1980, a cena musical sofreu uma nova transforma\u00e7\u00e3o com o <strong>Movimento charme<\/strong>, idealizado por DJ Corello. Esse movimento trouxe uma nova sonoridade, misturando R&amp;B com outros g\u00eaneros e conquistando uma nova gera\u00e7\u00e3o. O termo \u201ccharme\u201d virou sin\u00f4nimo de uma dan\u00e7a mais sensual e envolvente, especialmente em bailes como o Viaduto de Madureira, um dos maiores s\u00edmbolos desse estilo no Rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Black music: uma for\u00e7a cultural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A &#8220;<em>black music&#8221;<\/em> no Brasil n\u00e3o \u00e9 apenas um g\u00eanero musical, mas uma express\u00e3o cultural que faz parte da hist\u00f3ria e identidade do pa\u00eds<\/strong>. &#8220;Quando penso m\u00fasica no Brasil, penso que toda m\u00fasica adquirida no pa\u00eds tem marcas negras&#8221;, afirma a professora Denise Barata. A mem\u00f3ria da di\u00e1spora africana, presente no samba, no funk e no jazz, continua viva nas novas gera\u00e7\u00f5es, que renovam essa cultura com for\u00e7a e identidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>50 anos de resist\u00eancia e transforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Celebrar os 50 anos da black music no Brasil \u00e9, acima de tudo, celebrar a resist\u00eancia e a transforma\u00e7\u00e3o social da comunidade negra. Como destaca Dom Fil\u00f3, esse per\u00edodo foi um marco de luta racial e uma grande mudan\u00e7a de comportamento, autoestima e pertencimento para a popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O baile de comemora\u00e7\u00e3o desta sexta-feira \u00e9 uma oportunidade para relembrar o poder da m\u00fasica como ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A festa promete ser mais que uma simples celebra\u00e7\u00e3o: \u00e9 um reconhecimento de um legado cultural que continua vivo, influenciando a m\u00fasica e a sociedade brasileira at\u00e9 hoje.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto\/divulga\u00e7\u00e3o A festa &#8220;Eu amo black music&#8221; vai agitar o Teatro Rival Petrobras, no centro do Rio de Janeiro, hoje, nesta sexta-feira, em uma celebra\u00e7\u00e3o dos 50 anos da &#8220;black music&#8221; no Brasil. 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