{"id":2160,"date":"2023-12-19T14:23:56","date_gmt":"2023-12-19T17:23:56","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=2160"},"modified":"2023-12-28T16:41:11","modified_gmt":"2023-12-28T19:41:11","slug":"ocde-estima-crescimento-de-18-do-pib-brasileiro-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=2160","title":{"rendered":"OCDE estima crescimento de 1,8% do PIB brasileiro em 2024.."},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Bras\u00edlia<\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">ouvir:<\/h4>\n\n\n\n<p><audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/214543.mp3\"><\/audio><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s superar as previs\u00f5es e crescer fortemente no in\u00edcio de 2023, a economia brasileira dever\u00e1 crescer 1,8% no pr\u00f3ximo ano, estimou nesta segunda-feira (18) a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). A estimativa \u00e9 um pouco inferior \u00e0 da Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda, que prev\u00ea&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2023-11\/fazenda-reduz-previsao-oficial-de-crescimento-do-pib-para-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">expans\u00e3o de 2,2% em 2024<\/a>.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1573216&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1573216&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a OCDE, organiza\u00e7\u00e3o formada por pa\u00edses que se comprometem com metas econ\u00f4micas, sociais, ambientais e de desenvolvimento, depois de uma forte expans\u00e3o no come\u00e7o de 2023, a atividade econ\u00f4mica brasileira est\u00e1 \u201cconvergindo para o crescimento potencial\u201d, com uma demanda dom\u00e9stica e global enfraquecida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO consumo privado e os investimentos crescer\u00e3o em 2024 em ritmo mais moderado do que no passado, por causa de condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito mais restritivas e da desacelera\u00e7\u00e3o da economia global\u201d, destacou a institui\u00e7\u00e3o no relat\u00f3rio bianual&nbsp;<em>Estudos Econ\u00f4micos da OCDE: Brasil<\/em>. Para este ano, a OCDE projeta crescimento de 2,8%, abaixo dos 3% estimados pelo Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a organiza\u00e7\u00e3o, a desacelera\u00e7\u00e3o da economia chinesa, o principal comprador de produtos brasileiros, poder\u00e1 diminuir o crescimento das exporta\u00e7\u00f5es do Brasil. Apesar da desacelera\u00e7\u00e3o, o relat\u00f3rio projeta alta de 4% nas vendas do Brasil para o exterior em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros fatores compensam a queda da demanda dom\u00e9stica e global. Segundo a OCDE, a queda da infla\u00e7\u00e3o abre espa\u00e7o para novas redu\u00e7\u00f5es de juros, que resultar\u00e3o em aumento de investimentos. \u201cO crescimento mais lento do cr\u00e9dito e os aumentos menores de sal\u00e1rios reduzir\u00e3o a renda das fam\u00edlias e contribuir\u00e3o para diminuir a infla\u00e7\u00e3o\u201d, ressaltou o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regras fiscais<\/h2>\n\n\n\n<p>Chefe da Divis\u00e3o de Estudos de Pa\u00edses da OCDE, Jens Arnold compareceu \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o do documento, no Minist\u00e9rio da Fazenda. Ele elogiou a aprova\u00e7\u00e3o do novo arcabou\u00e7o fiscal, mas disse que o Brasil ter\u00e1 um grande desafio para cumprir as metas fiscais da nova regra, como o d\u00e9ficit prim\u00e1rio zero em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso [a aprova\u00e7\u00e3o do arcabou\u00e7o] evidentemente implica que o trabalho seguinte ser\u00e1 implantar esse marco, de forma que as metas fiscais possam ser cumpridas\u201d. Apesar da dificuldade, Arnold&nbsp;diz que o novo marco fiscal traz mais certeza aos agentes econ\u00f4micos e aumenta a previsibilidade das contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">D\u00edvida p\u00fablica<\/h2>\n\n\n\n<p>A OCDE tamb\u00e9m apresentou proje\u00e7\u00f5es para a d\u00edvida p\u00fablica do pa\u00eds. Segundo a organiza\u00e7\u00e3o, o endividamento voltou a subir e poder\u00e1 alcan\u00e7ar 90% do PIB em 2047. Para 2024, a institui\u00e7\u00e3o prev\u00ea que a d\u00edvida bruta do governo geral, indicador divulgado pelo Banco Central e usado para compara\u00e7\u00f5es internacionais, encerrar\u00e1 o ano pr\u00f3xima de 80% do PIB. Em outubro, o indicador estava em 74,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas estimativas comp\u00f5em o cen\u00e1rio-base da OCDE e considera que o novo arcabou\u00e7o fiscal e a reforma tribut\u00e1ria elevar\u00e3o em 0,5 ponto percentual por ano o crescimento potencial do PIB, medida abstrata que considera o quanto a economia pode crescer em pleno emprego. Nessa situa\u00e7\u00e3o, o super\u00e1vit prim\u00e1rio \u2013 economia do governo para pagar os juros da d\u00edvida p\u00fablica \u2013 corresponderia a 1% do PIB a partir de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem o novo marco fiscal e a reforma tribut\u00e1ria, ressaltou a OCDE, a d\u00edvida p\u00fablica brasileira chegaria a 100% do PIB em 2037.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Declara\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante a entrevista coletiva de apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, o secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda, Guilherme Mello, disse que um dos principais fatores para determinar o crescimento da economia brasileira em 2024 ser\u00e1 \u201ca consist\u00eancia\u201d da queda dos juros. Na semana passada, o Banco Central informou, logo ap\u00f3s a reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), que continuar\u00e1 a reduzir a Taxa Selic no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano, mas n\u00e3o detalhou quando pretende parar de cortar os juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diverg\u00eancia entre as proje\u00e7\u00f5es da OCDE e da SPE, o secret\u00e1rio disse que as duas estimativas preveem trajet\u00f3rias parecidas para o PIB no pr\u00f3ximo ano. \u201cAmbos t\u00eam a mesma vis\u00e3o de que a economia brasileira tende a crescer de forma mais equilibrada\u201d, respondeu.<\/p>\n\n\n\n<p>A secret\u00e1ria de Assuntos Internacionais do Minist\u00e9rio da Fazenda, Tatiana Rosito, afirmou que o relat\u00f3rio da OCDE n\u00e3o coincide 100% com as avalia\u00e7\u00f5es da equipe econ\u00f4mica. Ela disse que o governo brasileiro ainda est\u00e1 avaliando o memorando inicial para a ades\u00e3o do Brasil \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o, enviado \u00e0 OCDE em outubro do ano passado pelo governo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a diplomata, o grupo de trabalho do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores analisa o relacionamento entre o Brasil e a OCDE, sem que a ades\u00e3o seja o objetivo central e com avalia\u00e7\u00f5es n\u00e3o apenas pol\u00edticas, mas t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesde o in\u00edcio do ano, o governo est\u00e1 realizando avalia\u00e7\u00f5es. O memorando de acess\u00e3o [termo diplom\u00e1tico para pedir ades\u00e3o a uma institui\u00e7\u00e3o internacional] \u00e9 bastante amplo, s\u00e3o mais de mil p\u00e1ginas. Para al\u00e9m disso, envolve decis\u00f5es e alinhamentos pol\u00edticos. O grupo de trabalho vai apoiar o esfor\u00e7o de avalia\u00e7\u00e3o do governo, que vai al\u00e9m das \u00e1reas t\u00e9cnicas\u201d, explicou a secret\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Aline Leal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Bras\u00edlia ouvir: Ap\u00f3s superar as previs\u00f5es e crescer fortemente no in\u00edcio de 2023, a economia brasileira dever\u00e1 crescer 1,8% no pr\u00f3ximo ano, estimou nesta segunda-feira (18) a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). 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