{"id":19538,"date":"2026-08-27T11:32:23","date_gmt":"2026-08-27T14:32:23","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=19538"},"modified":"2026-08-27T11:32:25","modified_gmt":"2026-08-27T14:32:25","slug":"dicionario-peca-de-alexandre-ribondi-aborda-alzheimer-abandono-parental-e-afeto-em-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=19538","title":{"rendered":"\u2018Dicion\u00e1rio\u2019: pe\u00e7a de Alexandre Ribondi aborda Alzheimer, abandono parental e afeto em Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Com Helen Cris e Morillo Carvalho em cena, espet\u00e1culo ganha nova montagem e segue at\u00e9 domingo (30), com sess\u00f5es na Asa Norte e em \u00c1guas Claras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mat\u00e9ria revisada<\/h2>\n\n\n\n<p>O que acontece quando as mem\u00f3rias come\u00e7am a desaparecer, mas antigas feridas permanecem? <strong>Dicion\u00e1rio das Coisas que Nunca Existiram<\/strong>, texto de <strong>Alexandre Ribondi<\/strong>, parte do encontro entre uma m\u00e3e com Alzheimer e o filho adulto para abordar abandono parental, etarismo, envelhecimento e, sobretudo, as formas poss\u00edveis de reconstruir o afeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nova montagem, o espet\u00e1culo segue em cartaz em Bras\u00edlia at\u00e9 <strong>domingo (30 de agosto)<\/strong>. Nesta quinta-feira (27), h\u00e1 sess\u00e3o gratuita na <strong>Casa dos Quatro<\/strong>, na Asa Norte. No fim de semana, a pe\u00e7a chega ao <strong>Teatro dos Ventos<\/strong>, em \u00c1guas Claras, com apresenta\u00e7\u00f5es no s\u00e1bado e no domingo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na trama, um homem decide colocar a m\u00e3e em uma institui\u00e7\u00e3o para idosos diante das dificuldades provocadas pelo avan\u00e7o do Alzheimer. Ela \u00e9 uma imigrante italiana, fot\u00f3grafa que percorreu guerras mundo afora e que agora enfrenta o progressivo desaparecimento das pr\u00f3prias lembran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do filho parece definitiva at\u00e9 que uma madrugada de revela\u00e7\u00f5es modifica a rela\u00e7\u00e3o entre os dois. \u00c9 nesse confronto entre ressentimento, fragilidade, mem\u00f3ria e cuidado que a dramaturgia procura mostrar o amor n\u00e3o como sentimento autom\u00e1tico, mas como algo que tamb\u00e9m pode exigir esfor\u00e7o e constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apresentada em Bras\u00edlia desde <strong>2017<\/strong>, a pe\u00e7a chega \u00e0 quarta temporada em uma vers\u00e3o renovada. <strong>Morillo Carvalho<\/strong> assume dire\u00e7\u00e3o, cenografia e concep\u00e7\u00e3o de som e luz, al\u00e9m de atuar ao lado de <strong>Helen Cris<\/strong>. A montagem \u00e9 realizada pela <strong>Cia Ruiva de Teatro Ribondiano<\/strong>, fundada por Alexandre Ribondi em 2016 e dedicada \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de sua obra em cena.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Um texto ligado \u00e0 hist\u00f3ria da Casa dos Quatro<\/h3>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo com a Casa dos Quatro acompanha a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria do espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 a pe\u00e7a da Casa dos Quatro. Apresentamos ela na pr\u00e9-inaugura\u00e7\u00e3o, quando sequer havia arquibancada. Depois, foi a primeira pe\u00e7a encenada l\u00e1. E quando mudou de endere\u00e7o, tamb\u00e9m foi a primeira a se apresentar\u201d, recorda Helen Cris.<\/p>\n\n\n\n<p>A atriz destaca a maneira como Ribondi combina lirismo e temas dif\u00edceis. Para ela, \u00e9 um dos textos em que o dramaturgo exp\u00f5e sua capacidade po\u00e9tica sem se afastar de quest\u00f5es duras da realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Morillo Carvalho, que assume pela primeira vez a dire\u00e7\u00e3o desta montagem, decidiu preservar a estrutura dramat\u00fargica e concentrar as mudan\u00e7as na linguagem c\u00eanica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo \u00e9 um texto que exacerba toda a capacidade de ler o mundo de modo metaf\u00f3rico, mexer em suas estruturas seria aviltante para com a mem\u00f3ria do mestre Ribondi. Ent\u00e3o fui buscar o que \u00e9 poss\u00edvel na forma\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta abandona o realismo mais convencional para colocar os personagens em uma atmosfera de suspens\u00e3o, na fronteira entre mem\u00f3ria, del\u00edrio e realidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caixas transformam o palco em arquivo de mem\u00f3rias<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma das principais mudan\u00e7as est\u00e1 na cenografia. Inspirado pelas caixas acumuladas nas casas do pai, dos tios e do av\u00f4 \u2014 e tamb\u00e9m pelo pr\u00f3prio h\u00e1bito de guardar objetos \u2014, Morillo construiu um ambiente dominado por <strong>papel e papel\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>As caixas funcionam como dep\u00f3sitos de segredos e lembran\u00e7as. Cada compartimento pode ser entendido como um verbete desse dicion\u00e1rio imagin\u00e1rio que d\u00e1 nome \u00e0 pe\u00e7a: coisas aparentemente inexistentes que, aos poucos, ganham significado durante a hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio refor\u00e7a uma das quest\u00f5es centrais da montagem: <strong>o que permanece de uma pessoa quando suas lembran\u00e7as come\u00e7am a desaparecer?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sem transformar o Alzheimer apenas em recurso dram\u00e1tico, <em>Dicion\u00e1rio das Coisas que Nunca Existiram<\/em> atravessa temas como velhice, abandono e rela\u00e7\u00f5es familiares para chegar a uma pergunta mais ampla sobre a possibilidade de reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A programa\u00e7\u00e3o oficial prev\u00ea sess\u00e3o gratuita nesta quinta-feira (27), \u00e0s 20h, na Casa dos Quatro. No Teatro dos Ventos, as apresenta\u00e7\u00f5es ser\u00e3o s\u00e1bado (29), \u00e0s 20h, e domingo (30), \u00e0s 19h.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">FICHA T\u00c9CNICA<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Texto:<\/strong> Alexandre Ribondi<br><strong>Dire\u00e7\u00e3o, cenografia e concep\u00e7\u00e3o de som e luz:<\/strong> Morillo Carvalho<br><strong>Elenco e produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Helen Cris e Morillo Carvalho<br><strong>Cenotecnia, som e luz:<\/strong> Rui Miranda<br><strong>Assist\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Pedro Lucas<br><strong>Fotos:<\/strong> Isabela Fran\u00e7a<br><strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Cia Ruiva de Teatro Ribondiano<br><strong>Dura\u00e7\u00e3o:<\/strong> 50 minutos<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">SERVI\u00c7O<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Dicion\u00e1rio das Coisas que Nunca Existiram<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Teatro Ribondi \u2014 Casa dos Quatro<\/strong><br>SCLRN 708, Bloco F, Loja 01 \u2014 Rua das Oficinas, Asa Norte<br><strong>27 de agosto:<\/strong> 20h \u2014 sess\u00e3o gratuita pelo projeto Pont\u00e3o Mapati<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Teatro dos Ventos \u2014 \u00c1guas Claras<\/strong><br>DUO Mall \u2014 Rua 19 Norte, n\u00ba 6, Loja 05<br><strong>29 de agosto:<\/strong> 20h<br><strong>30 de agosto:<\/strong> 19h<br><strong>Ingressos:<\/strong> R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)<\/p>\n\n\n\n<p>Os hor\u00e1rios e valores est\u00e3o confirmados na p\u00e1gina oficial de venda do espet\u00e1culo.<\/p>\n\n\n\n<p><a target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/bit.ly\/DicionarioAgosto?utm_source=chatgpt.com\">Ingressos no Sympla<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com Helen Cris e Morillo Carvalho em cena, espet\u00e1culo ganha nova montagem e segue at\u00e9 domingo (30), com sess\u00f5es na Asa Norte e em \u00c1guas Claras Mat\u00e9ria revisada O que acontece quando as mem\u00f3rias come\u00e7am a desaparecer, mas antigas feridas permanecem? 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