{"id":18558,"date":"2026-05-19T11:05:55","date_gmt":"2026-05-19T14:05:55","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=18558"},"modified":"2026-05-19T11:05:57","modified_gmt":"2026-05-19T14:05:57","slug":"dolores-transforma-sonho-afeto-e-sobrevivencia-feminina-em-cinema-brasileiro-de-alta-voltagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=18558","title":{"rendered":"\u201cDolores\u201d transforma sonho, afeto e sobreviv\u00eancia feminina em cinema brasileiro de alta voltagem"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Dirigido por Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, longa estreia em 4 de junho nos cinemas, ap\u00f3s passagem por festivais como San Sebasti\u00e1n, Roterd\u00e3, Tiradentes, Festival do Rio e Mostra de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 filmes que se constroem a partir de grandes acontecimentos. Outros preferem olhar para o que pulsa no cotidiano: o desejo de mudar de vida, a tens\u00e3o entre m\u00e3e e filha, os sonhos que parecem improv\u00e1veis, mas continuam resistindo. <strong>\u201cDolores\u201d<\/strong>, novo longa dirigido por <strong>Marcelo Gomes<\/strong> e <strong>Maria Clara Escobar<\/strong>, pertence a esse segundo grupo \u2014 e \u00e9 justamente da\u00ed que vem sua for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Com estreia marcada para <strong>4 de junho nos cinemas brasileiros<\/strong>, o filme acompanha uma mulher de 65 anos que tem uma premoni\u00e7\u00e3o: sua vida vai mudar. <strong>Dolores<\/strong>, interpretada por <strong>Carla Ribas<\/strong>, acredita que ser\u00e1 dona de um cassino de sucesso. O problema \u00e9 que esse sonho toca diretamente em uma ferida do passado: ela j\u00e1 foi viciada em jogos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao redor dela, outras duas mulheres tamb\u00e9m tentam redesenhar seus destinos. <strong>Deborah<\/strong>, sua \u00fanica filha, vivida por <strong>Naruna Costa<\/strong>, espera a sa\u00edda do namorado da pris\u00e3o para come\u00e7ar uma nova etapa. J\u00e1 <strong>Duda<\/strong>, neta de Dolores, interpretada por <strong>Ariane Aparecida<\/strong>, trabalha em uma loja de armas e sonha com a possibilidade de se mudar para os Estados Unidos. Tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es, tr\u00eas desejos de futuro e uma mesma aposta: transformar a realidade antes que ela as engula.<\/p>\n\n\n\n<p>O elenco re\u00fane ainda <strong>Gilda Nomacce<\/strong>, <strong>Teca Pereira<\/strong>, <strong>Zez\u00e9 Motta<\/strong>, <strong>Roney Villela<\/strong>, <strong>Bruno Kott<\/strong> e <strong>Mateus Fagundes<\/strong>. Premiado em festivais, o longa teve destaque recente no <strong>21\u00ba Panorama Coisa de Cinema<\/strong>, em Salvador, onde Carla Ribas, Naruna Costa e Ariane Aparecida receberam um pr\u00eamio conjunto por suas atua\u00e7\u00f5es. Em maio, o filme tamb\u00e9m integrou a mostra <strong>Brazil on Film<\/strong>, do <strong>British Film Institute<\/strong>, na Inglaterra, que destacou a performance de Carla Ribas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um filme sobre mulheres que se recusam a caber no destino<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cDolores\u201d \u00e9 realizado por uma equipe formada majoritariamente por mulheres e encerra a chamada <strong>trilogia do afeto<\/strong>, desenvolvida pelo cineasta <strong>Chico Teixeira<\/strong>, morto em 2019. A trilogia come\u00e7ou com <strong>\u201cCasa de Alice\u201d<\/strong>, de 2007, e seguiu com <strong>\u201cAus\u00eancia\u201d<\/strong>, de 2014. Agora, Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar retomam o projeto deixado por Chico e d\u00e3o continuidade a um universo atravessado por rela\u00e7\u00f5es familiares complexas, desejos reprimidos, frustra\u00e7\u00f5es, ci\u00fames, cuidado e sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha de colocar personagens femininas no centro da narrativa n\u00e3o \u00e9 apenas est\u00e9tica. \u00c9 tamb\u00e9m pol\u00edtica. O filme olha para mulheres que acordam cedo, dormem tarde, trabalham, sustentam afetos, carregam marcas e, ainda assim, encontram maneiras de imaginar outras possibilidades para si.<\/p>\n\n\n\n<p>Dolores, nesse sentido, \u00e9 uma personagem feita de contradi\u00e7\u00f5es. Ela tem defeitos, encantos, impulsos e uma recusa insistente em abandonar o sonho de uma vida melhor. A periferia de S\u00e3o Paulo, cen\u00e1rio da trama, aparece n\u00e3o como pano de fundo gen\u00e9rico, mas como espa\u00e7o de conflito, inven\u00e7\u00e3o, desejo e fabula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No universo do filme, sonho e realidade se atravessam. O cassino imaginado por Dolores n\u00e3o \u00e9 apenas uma fantasia extravagante: \u00e9 uma forma de rebeldia. \u00c9 o gesto de quem se permite desejar mesmo quando tudo ao redor parece dizer o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A for\u00e7a da trilogia do afeto<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao encerrar a trilogia iniciada por Chico Teixeira, \u201cDolores\u201d tamb\u00e9m conversa com uma tradi\u00e7\u00e3o do cinema brasileiro interessada em personagens comuns, rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas e dramas silenciosos. Em vez de buscar hero\u00ednas idealizadas, o filme aposta em mulheres reais, marcadas por ambiguidades e por um desejo profundo de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcelo Gomes, diretor de obras como <strong>\u201cCinema, Aspirinas e Urubus\u201d<\/strong>, e Maria Clara Escobar, realizadora de <strong>\u201cDesterro\u201d<\/strong> e <strong>\u201cOs Dias Com Ele\u201d<\/strong>, assinam juntos a dire\u00e7\u00e3o e o roteiro. O roteiro original \u00e9 de <strong>Chico Teixeira<\/strong> e <strong>Sabina Anzuategui<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de <strong>Sara Silveira<\/strong>, <strong>Eliane Bandeira<\/strong> e <strong>Maria Ionescu<\/strong>, com coprodu\u00e7\u00e3o da <strong>GT Produ\u00e7\u00f5es<\/strong>, produ\u00e7\u00e3o associada da <strong>Misti Filmes<\/strong> e distribui\u00e7\u00e3o da <strong>California Filmes<\/strong>. O longa \u00e9 produzido pela <strong>Dezenove Som e Imagens<\/strong>, com apoio da <strong>Spcine<\/strong> e do programa de Internacionaliza\u00e7\u00e3o Brasil no Mundo, do <strong>Projeto Paradiso<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Reconhecimento em festivais<\/h2>\n\n\n\n<p>Antes de chegar ao circuito comercial, \u201cDolores\u201d percorreu importantes vitrines do cinema nacional e internacional. O longa foi exibido no <strong>Festival Internacional de Cinema de Roterd\u00e3<\/strong>, na <strong>Mostra de Tiradentes<\/strong>, no <strong>Festival de San Sebasti\u00e1n<\/strong>, onde teve sua estreia mundial, na <strong>Mostra Internacional de Cinema em S\u00e3o Paulo<\/strong>, no <strong>Festival do Rio<\/strong> e no <strong>Panorama Coisa de Cinema<\/strong>, em Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa trajet\u00f3ria refor\u00e7a a dimens\u00e3o art\u00edstica do filme e seu di\u00e1logo com temas universais: fam\u00edlia, liberdade, desejo, envelhecimento, maternidade, periferia e o direito de sonhar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos em que muitas narrativas ainda reduzem mulheres maduras a pap\u00e9is secund\u00e1rios, \u201cDolores\u201d escolhe uma protagonista de 65 anos para conduzir a hist\u00f3ria. E faz isso sem condescend\u00eancia. A personagem n\u00e3o pede licen\u00e7a para existir em sua complexidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sinopse<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c0s v\u00e9speras de completar 65 anos, Dolores tem uma premoni\u00e7\u00e3o: sua vida vai mudar. Ela ser\u00e1 dona de um cassino de sucesso. Mas seu passado de v\u00edcio em jogo pode jogar contra ela. Deborah, sua \u00fanica filha, espera a sa\u00edda do namorado da pris\u00e3o para come\u00e7ar uma nova vida. Duda, neta de Dolores, agarra-se \u00e0 chance de trabalhar nos Estados Unidos. Juntas, as tr\u00eas mulheres tentam transformar seus sonhos de uma vida melhor em realidade, apostando tudo ou nada.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ficha t\u00e9cnica<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>T\u00edtulo:<\/strong> Dolores<br><strong>Pa\u00eds:<\/strong> Brasil<br><strong>Ano:<\/strong> 2025<br><strong>Dura\u00e7\u00e3o:<\/strong> 84 minutos<br><strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes<br><strong>Elenco:<\/strong> Carla Ribas, Naruna Costa, Ariane Aparecida, Gilda Nomacce, Teca Pereira, Zez\u00e9 Motta, Roney Villela, Bruno Kott e Mateus Fagundes<br><strong>Roteiro original:<\/strong> Chico Teixeira e Sabina Anzuategui<br><strong>Roteiro:<\/strong> Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes<br><strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Sara Silveira, Eliane Bandeira e Maria Ionescu<br><strong>Coprodu\u00e7\u00e3o:<\/strong> GT Produ\u00e7\u00f5es<br><strong>Produ\u00e7\u00e3o associada:<\/strong> Misti Filmes<br><strong>Dire\u00e7\u00e3o de fotografia:<\/strong> Joana Luz<br><strong>Dire\u00e7\u00e3o de arte:<\/strong> Juliana Lobo<br><strong>Montagem:<\/strong> Isabela Monteiro de Castro Araujo<br><strong>M\u00fasica original:<\/strong> Felipe Botelho<br><strong>Distribui\u00e7\u00e3o no Brasil:<\/strong> California Filmes<br><strong>Estreia nos cinemas:<\/strong> 4 de junho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dirigido por Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, longa estreia em 4 de junho nos cinemas, ap\u00f3s passagem por festivais como San Sebasti\u00e1n, Roterd\u00e3, Tiradentes, Festival do Rio e Mostra de S\u00e3o Paulo H\u00e1 filmes que se constroem a partir de grandes acontecimentos. 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