{"id":17907,"date":"2026-04-17T15:35:45","date_gmt":"2026-04-17T18:35:45","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=17907"},"modified":"2026-04-17T15:35:46","modified_gmt":"2026-04-17T18:35:46","slug":"mostra-mapa-transforma-memorias-da-estrada-de-ferro-carajas-em-cartografia-poetica-entre-maranhao-e-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=17907","title":{"rendered":"Mostra MAPA transforma mem\u00f3rias da Estrada de Ferro Caraj\u00e1s em cartografia po\u00e9tica entre Maranh\u00e3o e Par\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>A <strong>1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da MAPA \u2013 Mostra de Imagem em Movimento<\/strong> prop\u00f5e um mergulho sens\u00edvel nas mem\u00f3rias, paisagens e narrativas que atravessam o eixo <strong>Maranh\u00e3o\u2013Par\u00e1<\/strong> ao longo da <strong>Estrada de Ferro Caraj\u00e1s (EFC)<\/strong>. Pela primeira vez, o projeto re\u00fane artistas e comunidades da regi\u00e3o em uma experi\u00eancia que une <strong>videoarte, fotografia, colagem, pintura digital, leituras e proje\u00e7\u00f5es urbanas<\/strong> para resgatar e valorizar a chamada <strong>mem\u00f3ria ferrovi\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao cruzar <strong>27 comunidades<\/strong> conectadas pelos trilhos da EFC, a mostra se aproxima dos territ\u00f3rios para transformar hist\u00f3rias individuais e coletivas em uma cartografia visual e afetiva. O resultado \u00e9 uma leitura contempor\u00e2nea de um percurso que h\u00e1 quatro d\u00e9cadas molda deslocamentos, imagin\u00e1rios e rela\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias no Norte e Nordeste do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Arte contempor\u00e2nea revisita os trilhos e as hist\u00f3rias da Estrada de Ferro Caraj\u00e1s<\/h2>\n\n\n\n<p>A MAPA re\u00fane <strong>dez artistas<\/strong>, cinco do Maranh\u00e3o e cinco do Par\u00e1, que apresentam obras in\u00e9ditas inspiradas nos territ\u00f3rios cortados pela ferrovia. Participam da edi\u00e7\u00e3o <strong>Acaique, Dinho Ara\u00fajo, Inke, Ramusyo Brasil e Silvana Mendes<\/strong>, pelo Maranh\u00e3o; e <strong>B\u00e1rbara Savannah, \u00cdcaro Matos, Juruna, Leonardo Venturieri e Rafa Cardozo<\/strong>, pelo Par\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta da mostra \u00e9 fazer da arte uma ferramenta de leitura e reinven\u00e7\u00e3o das mem\u00f3rias ligadas \u00e0 ferrovia. As obras ser\u00e3o projetadas em <strong>superf\u00edcies urbanas hist\u00f3ricas<\/strong> por meio do <strong>videomapping<\/strong>, criando encontros entre imagem, cidade e lembran\u00e7a em sess\u00f5es a c\u00e9u aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada artista parte de sua trajet\u00f3ria pessoal, profissional e territorial para construir novas camadas de interpreta\u00e7\u00e3o sobre os espa\u00e7os atravessados pela EFC. Assim, o projeto amplia o olhar sobre os trilhos, deslocando a ferrovia de um papel apenas log\u00edstico para o campo da experi\u00eancia afetiva, simb\u00f3lica e cultural.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Maranh\u00e3o: identidade, ancestralidade e reinven\u00e7\u00e3o de narrativas<\/h2>\n\n\n\n<p>No eixo maranhense, o artista <strong>Acaique<\/strong> apresenta a obra <strong>\u201cUma Casinha no Trilho\u201d<\/strong>, em que revisita mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia, identidade e experi\u00eancia trans a partir da paisagem ferrovi\u00e1ria. Com elementos que evocam os contos de fadas, o trabalho prop\u00f5e uma releitura \u00edntima do percurso e da autopercep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 <strong>Dinho Ara\u00fajo<\/strong> mergulha na mem\u00f3ria da regi\u00e3o com <strong>\u201cHist\u00f3ria da Terra\u201d<\/strong>, obra que utiliza m\u00e1scaras inspiradas em caretas e refer\u00eancias do <strong>bumba-meu-boi<\/strong> para refletir sobre biomas, territ\u00f3rios e conex\u00f5es culturais articuladas pela estrada de ferro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong>\u201cFr\u00e1gil Dureza\u201d<\/strong>, <strong>Inke<\/strong> constr\u00f3i uma narrativa visual sobre as dores, alegrias, expectativas e m\u00faltiplas perspectivas das pessoas que utilizam o trem, dando protagonismo aos passageiros e \u00e0s hist\u00f3rias que circulam pelos vag\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O artista, professor e pesquisador <strong>Ramusyo Brasil<\/strong> apresenta <strong>\u201cTemp(l)o do Rosa Fixado\u201d<\/strong>, obra que parte da vis\u00e3o cinem\u00e1tica oferecida pelo deslocamento ferrovi\u00e1rio para refletir sobre cor, ancestralidade, paisagem e cultura ao longo do percurso da EFC.<\/p>\n\n\n\n<p>Fechando o conjunto do Maranh\u00e3o, <strong>Silvana Mendes<\/strong> prop\u00f5e em <strong>\u201cSol de Meio Dia\u201d<\/strong> uma esp\u00e9cie de contranarrativa po\u00e9tica sobre a ferrovia, tratada como um arquivo vivo, imaginado por meio de colagens digitais, sobreposi\u00e7\u00e3o de imagens e mem\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Par\u00e1: deslocamento, territ\u00f3rio e fluxo de afetos<\/h2>\n\n\n\n<p>No Par\u00e1, a artista visual <strong>B\u00e1rbara Savannah<\/strong> apresenta <strong>\u201cUm Horizonte em Movimento\u201d<\/strong>, em que investiga o deslocamento como experi\u00eancia f\u00edsica e afetiva. A obra parte das travessias entre rios, cidades e trilhos para construir uma narrativa em que mem\u00f3ria, percurso e paisagem se misturam.<\/p>\n\n\n\n<p>O cineasta e fot\u00f3grafo documental <strong>\u00cdcaro Matos<\/strong> assina <strong>\u201cTravessia\u201d<\/strong>, trabalho em photomotion que transforma a Estrada de Ferro Caraj\u00e1s em fio condutor de imagens, afetos e v\u00ednculos entre <strong>Maranh\u00e3o e Par\u00e1<\/strong>. O trem surge como s\u00edmbolo de circula\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, fam\u00edlia e cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>A artista <strong>Juruna<\/strong>, afro-ind\u00edgena, n\u00e3o bin\u00e1ria e n\u00f4made, apresenta <strong>\u201cTodo trajeto, tamb\u00e9m \u00e9 um rio\u201d<\/strong>, obra que transforma a ferrovia em monumento a partir da rela\u00e7\u00e3o entre corpo, territ\u00f3rio e deslocamento.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 <strong>Leonardo Venturieri<\/strong> traz <strong>\u201cAlvorada e Fuga\u201d<\/strong>, v\u00eddeo que se aproxima de um espelho do inconsciente, atravessado pela floresta amaz\u00f4nica, pela m\u00fasica e pelo contato direto com a EFC.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong>\u201cTudo \u00e9 correnteza\u201d<\/strong>, <strong>Rafa Cardozo<\/strong> constr\u00f3i uma poesia visual em que mem\u00f3ria, territ\u00f3rio e identidade aparecem em fluxo cont\u00ednuo, como s\u00edmbolos familiares que se deslocam e se transformam.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"820\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/cidadecult.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinho-Araujo_-por-M4FEL-@bomdiaclubber-1-1-820x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17929\" srcset=\"https:\/\/cidadecult.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinho-Araujo_-por-M4FEL-@bomdiaclubber-1-1-820x1024.jpeg 820w, https:\/\/cidadecult.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinho-Araujo_-por-M4FEL-@bomdiaclubber-1-1-240x300.jpeg 240w, https:\/\/cidadecult.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinho-Araujo_-por-M4FEL-@bomdiaclubber-1-1-768x959.jpeg 768w, https:\/\/cidadecult.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinho-Araujo_-por-M4FEL-@bomdiaclubber-1-1-1231x1536.jpeg 1231w, https:\/\/cidadecult.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinho-Araujo_-por-M4FEL-@bomdiaclubber-1-1-1641x2048.jpeg 1641w, https:\/\/cidadecult.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinho-Araujo_-por-M4FEL-@bomdiaclubber-1-1-750x936.jpeg 750w, https:\/\/cidadecult.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Dinho-Araujo_-por-M4FEL-@bomdiaclubber-1-1-1140x1423.jpeg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Projeto avan\u00e7a para festival e prev\u00ea culmin\u00e2ncia em Bras\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n<p>Com in\u00edcio em <strong>maio de 2025<\/strong>, a MAPA nasce com o prop\u00f3sito de <strong>visibilizar, valorizar e preservar a mem\u00f3ria afetiva da Estrada de Ferro Caraj\u00e1s<\/strong> por meio da arte contempor\u00e2nea. Agora, o projeto avan\u00e7a para o <strong>Festival MAPA<\/strong>, etapa em que as obras passam a ocupar fachadas de edif\u00edcios hist\u00f3ricos nas cidades envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa deve seguir ao longo de <strong>2026<\/strong>, culminando em <strong>Bras\u00edlia<\/strong>, onde o acervo ganhar\u00e1 uma edi\u00e7\u00e3o especial em formato de galeria. A proposta \u00e9 levar ao centro do pa\u00eds as hist\u00f3rias comunit\u00e1rias constru\u00eddas no eixo Norte-Nordeste, refor\u00e7ando a pot\u00eancia cultural e simb\u00f3lica desse percurso ferrovi\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da mostra, o projeto tamb\u00e9m disponibiliza uma <strong>revista digital<\/strong> com panorama das produ\u00e7\u00f5es realizadas no \u00faltimo semestre, al\u00e9m de v\u00eddeos com trechos de entrevistas com os artistas, publicados no perfil oficial do MAPA no Instagram.<\/p>\n\n\n\n<p>Realizada pela <strong>OPACCA Produ\u00e7\u00e3o de Imagem<\/strong>, a Mostra de Imagem em Movimento conta com apoio da <strong>Vale<\/strong>, por meio de recursos para preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria ferrovi\u00e1ria, sob regula\u00e7\u00e3o da <strong>Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o da MAPA \u2013 Mostra de Imagem em Movimento prop\u00f5e um mergulho sens\u00edvel nas mem\u00f3rias, paisagens e narrativas que atravessam o eixo Maranh\u00e3o\u2013Par\u00e1 ao longo da Estrada de Ferro Caraj\u00e1s (EFC). 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