{"id":17093,"date":"2026-03-12T15:40:14","date_gmt":"2026-03-12T18:40:14","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=17093"},"modified":"2026-03-12T15:40:15","modified_gmt":"2026-03-12T18:40:15","slug":"alice-caymmi-revisita-dorival-caymmi-em-modinha-para-gabriela-com-reggae-e-musica-eletronica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=17093","title":{"rendered":"Alice Caymmi revisita Dorival Caymmi em \u201cModinha para Gabriela\u201d com reggae e m\u00fasica eletr\u00f4nica"},"content":{"rendered":"\n<p>A cantora <strong>Alice Caymmi<\/strong> lan\u00e7a nesta <strong>sexta-feira, 13 de mar\u00e7o<\/strong>, o single <strong>\u201cModinha para Gabriela\u201d<\/strong>, releitura contempor\u00e2nea de um dos cl\u00e1ssicos de <strong>Dorival Caymmi<\/strong>. A faixa chega \u00e0s plataformas como primeiro destaque do \u00e1lbum <strong>\u201cCaymmi\u201d<\/strong>, projeto em que a artista revisita a obra do av\u00f4 sob uma perspectiva atual, sonora e est\u00e9tica, conectada com novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecida por construir uma trajet\u00f3ria marcada por ousadia, presen\u00e7a c\u00eanica e recusa ao \u00f3bvio, Alice escolhe um caminho distante da rever\u00eancia est\u00e1tica. Em vez de repetir a tradi\u00e7\u00e3o, ela prop\u00f5e movimento. Em <strong>\u201cModinha para Gabriela\u201d<\/strong>, a artista incorpora <strong>balan\u00e7o reggae, batidas de m\u00fasica eletr\u00f4nica e um arranjo de atmosfera contempor\u00e2nea<\/strong>, preservando o esp\u00edrito da composi\u00e7\u00e3o original, mas abrindo espa\u00e7o para outra escuta.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 uma faixa que aproxima heran\u00e7a e inven\u00e7\u00e3o, sem reduzir a obra de Dorival a um relic\u00e1rio. Ao contr\u00e1rio: Alice trata esse repert\u00f3rio como mat\u00e9ria viva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Uma releitura entre ancestralidade e reinven\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Tema que marcou a abertura da novela <strong>\u201cGabriela\u201d<\/strong>, de 1975, a can\u00e7\u00e3o reaparece agora com nova pulsa\u00e7\u00e3o. A sensualidade e a languidez presentes na vers\u00e3o original seguem ali, mas ganham outro corpo com a escolha r\u00edtmica e a produ\u00e7\u00e3o mais expansiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Alice, revisitar a obra do av\u00f4 exige tamb\u00e9m coragem para atualizar sua linguagem.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEssa conex\u00e3o \u00e9 fundamental. A obra do meu av\u00f4 \u00e9 eterna, mas n\u00e3o estava sendo eternizada. Os puristas acham que as m\u00fasicas de Caymmi s\u00e3o intoc\u00e1veis. N\u00e3o \u00e9 verdade. Eu trouxe um olhar jovem, atual, que dialoga com o p\u00fablico jovem. O meu av\u00f4 sempre foi conectado com o que acontecia ao redor dele\u201d, afirma a cantora.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A fala resume o esp\u00edrito do projeto: n\u00e3o se trata apenas de homenagem, mas de continuidade cultural. Ao trazer Dorival Caymmi para o presente, Alice refor\u00e7a a perman\u00eancia da obra por meio da transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Single antecipa \u00e1lbum \u201cCaymmi\u201d<\/h3>\n\n\n\n<p>Produzida por <strong>Iuri Rio Branco<\/strong>, do selo <strong>Daluz M\u00fasica<\/strong>, a nova vers\u00e3o de <strong>\u201cModinha para Gabriela\u201d<\/strong> \u00e9 o carro-chefe do \u00e1lbum <strong>\u201cCaymmi\u201d<\/strong>, previsto para o in\u00edcio de abril. O disco ser\u00e1 inteiramente dedicado ao repert\u00f3rio de Dorival Caymmi e incluir\u00e1 tamb\u00e9m releituras de can\u00e7\u00f5es como <strong>\u201cMaracangalha\u201d<\/strong> e <strong>\u201cDois de Fevereiro\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta do trabalho \u00e9 revisitar cl\u00e1ssicos do cancioneiro brasileiro a partir do olhar singular de Alice, artista que transformou a pr\u00f3pria carreira em espa\u00e7o de experimenta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, intensidade vocal e liberdade de linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que um tributo familiar, o \u00e1lbum se apresenta como um encontro entre <strong>mem\u00f3ria, reinven\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u201cGabriela\u201d como espelho de liberdade<\/h3>\n\n\n\n<p>Para Alice Caymmi, a escolha de <strong>\u201cModinha para Gabriela\u201d<\/strong> como primeiro single tamb\u00e9m dialoga com sua vis\u00e3o de mundo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cGabriela remete \u00e0 minha vis\u00e3o de mundo. Sou mutante e n\u00e3o abro m\u00e3o disso. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que escolhi essa m\u00fasica como single. A personagem que Jorge Amado construiu e que meu av\u00f4 cantou tem uma sensualidade natural, uma liga\u00e7\u00e3o com a natureza selvagem. Sempre fui uma mulher in natura, sempre coloquei meu corpo no mundo e no espa\u00e7o. Fa\u00e7o quest\u00e3o da liberdade. Gabriela \u00e9 parte da natureza \u2013 e n\u00e3o algo que voc\u00ea pode ter ou controlar. Ela n\u00e3o pode ser contida nem guardada\u201d, define.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A leitura ajuda a entender a faixa n\u00e3o apenas como releitura musical, mas como afirma\u00e7\u00e3o de identidade art\u00edstica. O cl\u00e1ssico ganha nova vida em uma interpreta\u00e7\u00e3o que valoriza corpo, liberdade e presen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Reggae como frescor e impacto<\/h3>\n\n\n\n<p>A escolha do reggae como base r\u00edtmica da can\u00e7\u00e3o partiu do produtor <strong>Iuri Rio Branco<\/strong>, que identificou no g\u00eanero uma afinidade direta com o universo da m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEm Modinha para Gabriela, eu pensei um pouco e cheguei \u00e0 conclus\u00e3o de que tinha que ser um reggae. Tem tudo a ver. \u00c9 Brasil, \u00e9 popular, \u00e9 fresh e impactante. O reggae tem esse poder, essa tradi\u00e7\u00e3o de trazer frescor aos temas j\u00e1 existentes \u2013 e n\u00e3o foi diferente com esta can\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Com isso, a faixa se afasta do lugar previs\u00edvel da releitura cl\u00e1ssica e assume uma personalidade pr\u00f3pria, em sintonia com a trajet\u00f3ria de Alice e com a voca\u00e7\u00e3o de Caymmi para atravessar \u00e9pocas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A trajet\u00f3ria de uma artista que escolheu o risco<\/h3>\n\n\n\n<p>Nascida no Rio de Janeiro, em 1990, <strong>Alice Caymmi<\/strong> construiu uma carreira marcada menos pelo peso do sobrenome e mais pelo desejo permanente de ruptura. Neta de <strong>Dorival Caymmi<\/strong>, filha de <strong>Danilo Caymmi<\/strong> e <strong>Simone Caymmi<\/strong>, sobrinha de <strong>Nana<\/strong> e <strong>Dori<\/strong>, ela poderia ter ocupado um lugar confort\u00e1vel na tradi\u00e7\u00e3o da MPB. Preferiu outro caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o primeiro \u00e1lbum, <strong>\u201cAlice Caymmi\u201d<\/strong> (2012), a cantora j\u00e1 mostrava for\u00e7a vocal, repert\u00f3rio pouco \u00f3bvio e personalidade art\u00edstica. Em <strong>\u201cRainha dos Raios\u201d<\/strong> (2014), consolidou uma imagem mais intensa, perform\u00e1tica e urbana. Depois vieram trabalhos como <strong>\u201cAlice\u201d<\/strong> (2018), <strong>\u201cElectra\u201d<\/strong> (2019) e <strong>\u201cImaculada\u201d<\/strong> (2021), refor\u00e7ando uma discografia que dialoga com pop alternativo, MPB, teatralidade e experimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao retornar agora \u00e0 obra de Dorival Caymmi, Alice o faz em coer\u00eancia com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria: em vez de ilustrar a tradi\u00e7\u00e3o, decide tension\u00e1-la, expandi-la e devolv\u00ea-la ao presente.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ficha t\u00e9cnica \u2013 \u201cModinha para Gabriela\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o e arranjo:<\/strong> Iuri Rio Branco<br><strong>Voz:<\/strong> Alice Caymmi<br><strong>Bateria, baixo, guitarra, programa\u00e7\u00e3o e percuss\u00e3o:<\/strong> Iuri Rio Branco<br><strong>Guitarra adicional:<\/strong> Theo Silva<br><strong>Trombone e trompete:<\/strong> Doug Bone<br><strong>Mixagem, masteriza\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de voz:<\/strong> Diogo Guedes<br><strong>Engenheiros de grava\u00e7\u00e3o:<\/strong> Filipe Florido e Diogo Guedes<br><strong>Gravado em 2025 nos est\u00fadios DaLuz SP<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cantora Alice Caymmi lan\u00e7a nesta sexta-feira, 13 de mar\u00e7o, o single \u201cModinha para Gabriela\u201d, releitura contempor\u00e2nea de um dos cl\u00e1ssicos de Dorival Caymmi. 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