{"id":16027,"date":"2026-01-19T12:55:44","date_gmt":"2026-01-19T15:55:44","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=16027"},"modified":"2026-01-19T12:55:47","modified_gmt":"2026-01-19T15:55:47","slug":"ultimos-dias-para-visitar-a-mostra-historias-da-ecologia-no-masp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=16027","title":{"rendered":"\u00daltimos dias para visitar a mostra Hist\u00f3rias da ecologia no MASP"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Eduardo Ortega<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Hist\u00f3rias da ecologia&#8221;, em cartaz no MASP: Museu de arte de S\u00e3o Paulo Assis Chateaubriand&#8221;, <\/strong>entra na reta final e pode ser visitada at\u00e9 <strong>1\u00ba de fevereiro de 2026<\/strong>. A coletiva internacional ocupa todos os espa\u00e7os expositivos do Edif\u00edcio Pietro Maria Bardi, do 2\u00ba ao 6\u00ba andar, e re\u00fane <strong>mais de 200 obras de artistas, ativistas e movimentos sociais de 27 pa\u00edses<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com curadoria de <strong>Andr\u00e9 Mesquita<\/strong> e <strong>Isabella Rjeille<\/strong>, ambos do MASP, a mostra investiga a ecologia como uma ampla rede de rela\u00e7\u00f5es entre seres humanos e mais-que-humanos como animais, plantas, rios, florestas e territ\u00f3rios, propondo uma reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre a crise clim\u00e1tica global e seus atravessamentos sociais, pol\u00edticos e hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta curatorial se afasta da ideia de uma natureza dissociada da sociedade e questiona hierarquias impostas ao longo do tempo. Para os curadores, pensar ecologia \u00e9 compreender um sistema interdependente, no qual cultura, meio ambiente e modos de vida est\u00e3o profundamente conectados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cinco n\u00facleos tem\u00e1ticos<\/h3>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 organizada em cinco n\u00facleos que seguem uma ordem linear e conduzem o p\u00fablico por diferentes perspectivas sobre o tema: <strong>Teia da vida; Geografias do tempo; Vir-a-ser; Territ\u00f3rios, migra\u00e7\u00f5es e fronteiras; e Habitar o clima<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No n\u00facleo <strong>Teia da vida<\/strong>, obras abordam as inter-rela\u00e7\u00f5es entre esp\u00e9cies, territ\u00f3rios e saberes, reunindo desde cosmovis\u00f5es ind\u00edgenas at\u00e9 disputas contempor\u00e2neas por poder e recursos naturais. J\u00e1 <strong>Geografias do tempo<\/strong> apresenta vis\u00f5es ind\u00edgenas, afrodiasp\u00f3ricas, rurais e urbanas sobre a temporalidade, a regenera\u00e7\u00e3o e o cuidado com a terra, em contraste com a l\u00f3gica linear ocidental.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00facleo <strong>Vir-a-ser<\/strong> investiga transforma\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas, espirituais e materiais nas rela\u00e7\u00f5es entre humanos e mais-que-humanos, com destaque para obras de <strong>Rosana Paulino<\/strong> e <strong>Castiel Vitorino Brasileiro<\/strong>, que prop\u00f5em reflex\u00f5es sobre corpo, identidade e liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong>Territ\u00f3rios, migra\u00e7\u00f5es e fronteiras<\/strong>, a exposi\u00e7\u00e3o se debru\u00e7a sobre deslocamentos for\u00e7ados e crises humanit\u00e1rias agravadas pela emerg\u00eancia clim\u00e1tica. Um dos destaques \u00e9 a escultura <em>Refugee Astronaut XI<\/em> (2024), de <strong>Yinka Shonibare<\/strong>, que simboliza o impacto dos ecoc\u00eddios e das mudan\u00e7as ambientais sobre popula\u00e7\u00f5es migrantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, <strong>Habitar o clima<\/strong> re\u00fane trabalhos que investigam formas de ocupar, imaginar e transformar radicalmente a cidade e o campo. Entre eles est\u00e1 a instala\u00e7\u00e3o in\u00e9dita <em>Descida da terra\/trabalho das \u00e1guas<\/em> (2025), de <strong>Cristina T. Ribas<\/strong>, que reflete sobre os efeitos das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2023 e 2024.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Arte, pol\u00edtica e crise clim\u00e1tica<\/h3>\n\n\n\n<p>Mais do que uma exposi\u00e7\u00e3o sobre meio ambiente, <em>Hist\u00f3rias da ecologia<\/em> prop\u00f5e uma leitura pol\u00edtica da crise clim\u00e1tica, evidenciando como quest\u00f5es ambientais est\u00e3o enraizadas em estruturas coloniais, patriarcais e econ\u00f4micas que moldam os modos de habitar o planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>A mostra integra o ciclo curatorial <em>Hist\u00f3rias<\/em>, que j\u00e1 abordou temas como sexualidade, feminismos, culturas ind\u00edgenas, narrativas afro-atl\u00e2nticas e LGBTQIA+, consolidando o MASP como um espa\u00e7o de reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre arte e sociedade contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Acessibilidade e programa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Todas as exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias do MASP contam com <strong>recursos de acessibilidade<\/strong>, incluindo visitas em Libras e descritivas, textos em fonte ampliada e conte\u00fados audiovisuais em linguagem simples, com legendas, audiodescri\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o em Libras. Pessoas com defici\u00eancia t\u00eam entrada gratuita, assim como um acompanhante.<\/p>\n\n\n\n<p>Um <strong>cat\u00e1logo bil\u00edngue<\/strong>, em portugu\u00eas e ingl\u00eas, ser\u00e1 lan\u00e7ado reunindo imagens e textos cr\u00edticos sobre a mostra. Em di\u00e1logo com a exposi\u00e7\u00e3o, a <strong>Loja MASP<\/strong> tamb\u00e9m oferece produtos exclusivos inspirados em <em>Hist\u00f3rias da ecologia<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Servi\u00e7o:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Hist\u00f3rias da ecologia<\/strong>&#8211;<br>\ud83d\udccd MASP \u2014 Museu de Arte de S\u00e3o Paulo Assis Chateaubriand;<br>\ud83d\udccd Avenida Paulista, 1578 \u2013 Bela Vista, S\u00e3o Paulo (SP).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc5 <strong>Per\u00edodo:<\/strong> At\u00e9<strong> 1\u00ba de fevereiro;<\/strong><br>\ud83d\udd52 <strong>Hor\u00e1rios:<\/strong><br>\u2022 Ter\u00e7a: 10h \u00e0s 20h (entrada gratuita at\u00e9 19h);<br>\u2022 Quarta e quinta: 10h \u00e0s 18h;<br>\u2022 Sexta: 10h \u00e0s 21h (entrada gratuita das 18h \u00e0s 20h30);<br>\u2022 S\u00e1bado e domingo: 10h \u00e0s 18h;<br>\u274c Fechado \u00e0s segundas.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83c\udf9f\ufe0f <strong>Ingressos:<\/strong> R$ 75 (inteira) | R$ 37 (meia);<br>\ud83d\udcf2 <strong>Agendamento online obrigat\u00f3rio:<\/strong> masp.org.br\/ingressos. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Eduardo Ortega A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Hist\u00f3rias da ecologia&#8221;, em cartaz no MASP: Museu de arte de S\u00e3o Paulo Assis Chateaubriand&#8221;, entra na reta final e pode ser visitada at\u00e9 1\u00ba de fevereiro de 2026. 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