{"id":12936,"date":"2025-06-15T08:00:00","date_gmt":"2025-06-15T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=12936"},"modified":"2025-06-08T09:45:50","modified_gmt":"2025-06-08T12:45:50","slug":"arte-pop-e-resistencia-pinacoteca-celebra-120-anos-com-exposicao-sobre-ditadura-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=12936","title":{"rendered":"Arte pop e resist\u00eancia: Pinacoteca celebra 120 anos com exposi\u00e7\u00e3o sobre ditadura militar"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto:\u00a0Levi Fanan\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mostra \u201cPop Brasil: vanguarda e nova figura\u00e7\u00e3o, 1960-1970\u201d fica em cartaz at\u00e9 5 de outubro na Pina Contempor\u00e2nea<\/h3>\n\n\n\n<p>Em celebra\u00e7\u00e3o aos seus 120 anos de exist\u00eancia, a Pinacoteca de S\u00e3o Paulo apresenta sua maior exposi\u00e7\u00e3o do ano: <strong>\u201cPop Brasil: vanguarda e nova figura\u00e7\u00e3o, 1960-1970\u201d<\/strong>, em cartaz at\u00e9 <strong>5 de outubro<\/strong> na <strong>Pina Contempor\u00e2nea<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A mostra re\u00fane <strong>250 obras de mais de 100 artistas brasileiros<\/strong>, que usaram a linguagem da arte pop para reagir \u00e0 censura e \u00e0 repress\u00e3o impostas pela ditadura civil-militar no Brasil. Enquanto a pop art se desenvolvia nos Estados Unidos e no Reino Unido como um reflexo da cultura de consumo e da industrializa\u00e7\u00e3o, no Brasil ela se tornou ferramenta de contesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, expressando o <strong>subdesenvolvimento, a desigualdade social e a opress\u00e3o<\/strong> vividos no pa\u00eds durante os anos 1960 e 1970.<\/p>\n\n\n\n<p>Com curadoria de <strong>Pollyana Quintella<\/strong> e <strong>Yuri Quevedo<\/strong>, a exposi\u00e7\u00e3o revisita o esp\u00edrito criativo e contestador de uma gera\u00e7\u00e3o de artistas jovens \u2013 muitos deles universit\u00e1rios \u2013 que encontraram na arte um canal de resist\u00eancia. Segundo Quevedo, a mostra dialoga diretamente com as hist\u00f3ricas exposi\u00e7\u00f5es <strong>Opini\u00e3o 65<\/strong> (no Rio de Janeiro) e <strong>Propostas 65<\/strong> (em S\u00e3o Paulo), realizadas um ano ap\u00f3s o golpe militar de 1964.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Arte como ato pol\u00edtico: <\/h3>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o se inicia com o <strong>Happening das Bandeiras<\/strong>, de 1968, com obras de <strong>Fl\u00e1vio Motta, Nelson Leirner, H\u00e9lio Oiticica, Carmela Gross<\/strong> e <strong>Ana Maria Maiolino<\/strong>. Em destaque, a emblem\u00e1tica bandeira \u201c<strong>Seja marginal, seja her\u00f3i<\/strong>\u201d, de Oiticica, s\u00edmbolo da cultura marginal e da resist\u00eancia art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia, o visitante encontra uma instala\u00e7\u00e3o dedicada a <strong>Roberto Carlos<\/strong>, \u00edcone da Jovem Guarda, criada por Nelson Leirner \u2013 ponto de partida para reflex\u00f5es sobre a nascente ind\u00fastria cultural brasileira e sua rela\u00e7\u00e3o com os padr\u00f5es de comportamento da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os destaques mais contundentes est\u00e3o as obras que denunciam a viol\u00eancia do regime, como as fotografias de <strong>Evandro Teixeira<\/strong>, que registrou a repress\u00e3o estudantil, e os desenhos de <strong>presos pol\u00edticos<\/strong> da cole\u00e7\u00e3o de <strong>Al\u00edpio Freire<\/strong>, al\u00e9m de caricaturas que ironizam a figura dos generais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA arte pop, com sua linguagem acess\u00edvel, foi um meio potente de den\u00fancia contra a ditadura. No Brasil, ela ganha contornos \u00fanicos: usa a ironia e o deboche para desmontar a imagem de poder dos militares\u201d, explica Quevedo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Resist\u00eancia nos corpos e nos comportamentos: <\/h3>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m destaca as transforma\u00e7\u00f5es comportamentais do per\u00edodo, mostrando como o autoritarismo invadia os corpos e a intimidade, mas tamb\u00e9m gerava rea\u00e7\u00f5es criativas e libert\u00e1rias. O espa\u00e7o dom\u00e9stico, a liberdade sexual e o uso do corpo como linguagem art\u00edstica s\u00e3o abordagens que emergem como formas de resist\u00eancia simb\u00f3lica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, ganham espa\u00e7o os <strong>Parangol\u00e9s<\/strong>, de <strong>H\u00e9lio Oiticica<\/strong> \u2013 capas, bandeiras e faixas feitas para vestir, que convidam o p\u00fablico a se tornar parte da obra. Originadas na exposi\u00e7\u00e3o <strong>Opini\u00e3o 65<\/strong>, essas pe\u00e7as s\u00e3o um convite \u00e0 a\u00e7\u00e3o, \u00e0 express\u00e3o livre e \u00e0 quebra da passividade do espectador.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Servi\u00e7o: <\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd <strong>Local:<\/strong> Pina Contempor\u00e2nea \u2013 Pra\u00e7a da Luz, 02, S\u00e3o Paulo (SP);<br>\ud83d\udcc5 <strong>Em cartaz at\u00e9:<\/strong> 5 de outubro de 2025;<br>\ud83c\udf9f\ufe0f <strong>Entrada gratuita aos s\u00e1bados<\/strong>;<br>\ud83d\udd17 <a class=\"\" href=\"https:\/\/pinacoteca.org.br\">Mais informa\u00e7\u00f5es no site oficial da Pinacoteca<\/a>. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto:\u00a0Levi Fanan\/Divulga\u00e7\u00e3o Mostra \u201cPop Brasil: vanguarda e nova figura\u00e7\u00e3o, 1960-1970\u201d fica em cartaz at\u00e9 5 de outubro na Pina Contempor\u00e2nea Em celebra\u00e7\u00e3o aos seus 120 anos de exist\u00eancia, a Pinacoteca de S\u00e3o Paulo apresenta sua maior exposi\u00e7\u00e3o do ano: \u201cPop Brasil: vanguarda e nova figura\u00e7\u00e3o, 1960-1970\u201d, em cartaz at\u00e9 5 de outubro na Pina Contempor\u00e2nea. 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