{"id":12258,"date":"2025-04-22T12:16:33","date_gmt":"2025-04-22T15:16:33","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=12258"},"modified":"2025-04-22T12:16:36","modified_gmt":"2025-04-22T15:16:36","slug":"o-legado-invisivel-dos-candangos-outras-brasilias-que-resistem-ha-65-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=12258","title":{"rendered":"O legado invis\u00edvel dos candangos: outras Bras\u00edlias que resistem h\u00e1 65 anos!"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto\/divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos <strong>65 anos<\/strong> de <strong>Bras\u00edlia, muita coisa mudou<\/strong>, menos o esp\u00edrito de quem ajudou a construir a capital com as pr\u00f3prias m\u00e3os. S\u00e3o hist\u00f3rias que n\u00e3o aparecem nos cart\u00f5es-postais, mas seguem vivas nas feiras, nas periferias e no sotaque nordestino que ecoa pelas cidades-sat\u00e9lites.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o historiador Deusdedith J\u00fanior, professor do Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (CEUB), a Bras\u00edlia que pulsa no cotidiano vai al\u00e9m do concreto e do urbanismo modernista. \u201cBras\u00edlia n\u00e3o foi feita apenas de concreto, mas de persist\u00eancia. Quando o \u00faltimo pr\u00e9dio ficou de p\u00e9, os candangos n\u00e3o voltaram para casa. Eles resistiram e inventaram novas Bras\u00edlias\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Vindos principalmente do Nordeste, esses trabalhadores chegaram ao Planalto Central em caminh\u00f5es, \u00f4nibus e at\u00e9 a p\u00e9, fugindo da seca, da fome e do abandono. Na mala, traziam esperan\u00e7a. Aqui, viraram oper\u00e1rios, muitos sem qualquer experi\u00eancia anterior com constru\u00e7\u00e3o. \u201cEram trabalhadores que se tornaram oper\u00e1rios enquanto constru\u00edam a cidade. Aprenderam a fazer Bras\u00edlia fazendo\u201d, explica o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto da nova capital nasceu com a promessa de modernidade, mas tamb\u00e9m carregou desigualdades que se mant\u00eam at\u00e9 hoje. \u201cExiste uma Bras\u00edlia que n\u00e3o cabe nos marcos do Plano Piloto. Ela est\u00e1 nas bordas, nos bairros populares, nos nomes que resistem. Ainda hoje, pulsa uma cidade invis\u00edvel, mas essencial para entender o que Bras\u00edlia realmente \u00e9\u201d, afirma o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dos monumentos, a cidade tamb\u00e9m \u00e9 feita de gente como Jo\u00e3o, Maria, Severino e tantos outros nomes que ficaram fora das placas, mas n\u00e3o da hist\u00f3ria. \u201cAo completar 65 anos, Bras\u00edlia carrega o suor de homens e mulheres que moldaram essa cidade com suas pr\u00f3prias m\u00e3os, mesmo sem ver seus nomes gravados nos m\u00e1rmores do poder.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O esp\u00edrito candango segue vivo. E Bras\u00edlia, em toda a sua complexidade, tamb\u00e9m \u00e9 feita das mem\u00f3rias, das lutas e das resist\u00eancias de quem nunca deixou de construir novas formas de existir por aqui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto\/divulga\u00e7\u00e3o Ao longo dos 65 anos de Bras\u00edlia, muita coisa mudou, menos o esp\u00edrito de quem ajudou a construir a capital com as pr\u00f3prias m\u00e3os. S\u00e3o hist\u00f3rias que n\u00e3o aparecem nos cart\u00f5es-postais, mas seguem vivas nas feiras, nas periferias e no sotaque nordestino que ecoa pelas cidades-sat\u00e9lites. 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