{"id":12106,"date":"2025-04-09T11:47:46","date_gmt":"2025-04-09T14:47:46","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=12106"},"modified":"2025-04-09T11:49:14","modified_gmt":"2025-04-09T14:49:14","slug":"pesquisa-do-ceub-aponta-vulnerabilidades-que-impactam-o-peso-de-recem-nascidos-no-df","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=12106","title":{"rendered":"Pesquisa do CEUB aponta vulnerabilidades que impactam o peso de rec\u00e9m-nascidos no DF!"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto\/divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Estudo revela que fatores como uso de drogas, infec\u00e7\u00f5es e abandono de tratamentos comprometem a sa\u00fade de beb\u00eas, mesmo com boa cobertura de pr\u00e9-natal.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa desenvolvida por estudantes do curso de Medicina do Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (CEUB) acende um importante alerta sobre a sa\u00fade materno-infantil no Distrito Federal. O estudo revela que, apesar da alta ades\u00e3o ao pr\u00e9-natal e de boas condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias nas moradias, 9,35% dos rec\u00e9m-nascidos avaliados apresentaram baixo peso ao nascer, \u00edndice superior \u00e0 m\u00e9dia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Realizada com 81 pu\u00e9rperas e 87 beb\u00eas atendidos em hospital da rede p\u00fablica do DF, a pesquisa aponta que fatores como vulnerabilidade social, uso de subst\u00e2ncias psicoativas, infec\u00e7\u00f5es e a interrup\u00e7\u00e3o de tratamentos m\u00e9dicos est\u00e3o entre as principais causas do problema. A regi\u00e3o administrativa da Estrutural e a comunidade do Sol Nascente foram destacadas como \u00e1reas de maior incid\u00eancia entre os casos investigados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Um problema silencioso, mas grave: <\/h3>\n\n\n\n<p>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), um em cada sete beb\u00eas nasce com peso abaixo do ideal no mundo. No DF, o cen\u00e1rio \u00e9 agravado por quest\u00f5es sociais e emocionais que muitas vezes passam despercebidas no atendimento tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p>A estudante \u00c1dria Nascimento, respons\u00e1vel pela pesquisa, destaca que o <strong>baixo peso ao nascer est\u00e1 diretamente associado a riscos como mortalidade neonatal, hipertens\u00e3o e atrasos no desenvolvimento<\/strong>. Ela alerta ainda para o n\u00famero preocupante de gestantes que interrompem seus tratamentos sem orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica: cerca de <strong>30,8% das participantes abandonaram o uso de medicamentos prescritos durante a gesta\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com 93,8% das gestantes realizando o pr\u00e9-natal e 65,4% cumprindo pelo menos seis consultas, outras intercorr\u00eancias chamam aten\u00e7\u00e3o. <strong>Infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias foram relatadas por 39,5% das mulheres<\/strong>, e <strong>a hipertens\u00e3o esteve presente em 17,2% dos casos<\/strong>. Al\u00e9m disso, <strong>o uso de \u00e1lcool, cigarro e drogas il\u00edcitas foi relatado por mais de um ter\u00e7o das entrevistadas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mais do que consultas: \u00e9 preciso acolhimento:<\/h3>\n\n\n\n<p>Para a professora Fabiana Xavier Cartaxo Salgado, orientadora do estudo, <strong>n\u00e3o basta garantir o acesso ao servi\u00e7o de sa\u00fade \u2014 \u00e9 preciso entender as condi\u00e7\u00f5es de vida de cada gestante<\/strong>. \u201cMesmo com escolaridade m\u00e9dia superior a nove anos e boas condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, o \u00edndice de baixo peso se manteve alto. Isso mostra que os desafios s\u00e3o mais profundos e envolvem aspectos psicossociais que precisam ser trabalhados de forma individualizada e acolhedora\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa recomenda a <strong>amplia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para gestantes em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade<\/strong>, com foco na <strong>educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, apoio emocional, combate ao uso de subst\u00e2ncias e acompanhamento multiprofissional<\/strong>. Tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia da capacita\u00e7\u00e3o cont\u00ednua das equipes de sa\u00fade para promover uma assist\u00eancia mais humanizada e efetiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caminhos para o futuro:<\/h3>\n\n\n\n<p>O estudo do CEUB joga luz sobre um tema essencial para o planejamento de pol\u00edticas p\u00fablicas no DF: <strong>a import\u00e2ncia de enxergar cada gestante em sua integralidade \u2014 corpo, mente e contexto social<\/strong>. A sa\u00fade do beb\u00ea come\u00e7a muito antes do parto, e passa por condi\u00e7\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m do consult\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para saber mais ou solicitar entrevistas:<\/strong><br>\ud83d\udce7 <a class=\"\">ceub@maquinacw.com<\/a><br>\ud83d\udcf1 (61) 98427-2785 | (61) 98112-2757<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto\/divulga\u00e7\u00e3o Estudo revela que fatores como uso de drogas, infec\u00e7\u00f5es e abandono de tratamentos comprometem a sa\u00fade de beb\u00eas, mesmo com boa cobertura de pr\u00e9-natal. Uma pesquisa desenvolvida por estudantes do curso de Medicina do Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (CEUB) acende um importante alerta sobre a sa\u00fade materno-infantil no Distrito Federal. 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