{"id":12089,"date":"2025-04-08T13:05:33","date_gmt":"2025-04-08T16:05:33","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=12089"},"modified":"2025-04-08T13:05:34","modified_gmt":"2025-04-08T16:05:34","slug":"maracatu-nacao-pode-se-tornar-patrimonio-cultural-imaterial-da-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=12089","title":{"rendered":"Maracatu Na\u00e7\u00e3o pode se tornar Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da Humanidade!"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Paulo Pinto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O<strong> <\/strong>&#8220;<strong>Maracatu na\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8220;, uma das mais<strong> tradicionais manifesta\u00e7\u00f5es culturais de Pernambuco,<\/strong> est\u00e1 mais perto de receber um <strong>reconhecimento internacional. O governo brasileiro enviou \u00e0 Unesco o dossi\u00ea que pleiteia o t\u00edtulo de &#8220;Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da Humanidade&#8221; para o chamado <em>baque virado<\/em>, estilo caracter\u00edstico do maracatu. <\/strong>A decis\u00e3o do comit\u00ea intergovernamental da Unesco deve sair at\u00e9 o fim de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reconhecido nacionalmente desde 2014 pelo &#8220;Iphan&#8221;<\/strong>, o &#8220;<strong>Maracatu na\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8221; expressa a <strong>ancestralidade africana <\/strong>e a<strong> resist\u00eancia negra<\/strong> por meio de <strong>cortejos, trajes majestosos e forte religiosidade de matriz afro-brasileira.<\/strong> A manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 comum durante o Carnaval, principalmente na Regi\u00e3o Metropolitana do Recife, com grupos de Olinda, Igarassu e Jaboat\u00e3o dos Guararapes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Patrim\u00f4nio vivo e ancestralidade:<\/h3>\n\n\n\n<p>O pedido \u00e0<strong> Unesco<\/strong> foi elaborado com a participa\u00e7\u00e3o de<strong> mestres de maracatu<\/strong>, do <strong>Iphan,<\/strong> da <strong>Fundarpe<\/strong> e de associa\u00e7\u00f5es como a &#8220;<strong>AMO&#8221; (Associa\u00e7\u00e3o de Maracatus de Olinda)<\/strong> e a <strong>Amanpe<\/strong>. Para o mestre <strong>Nilo Oliveira<\/strong>, <strong>coordenador de comunica\u00e7\u00e3o da &#8220;AMO&#8221; <\/strong>e<strong> fundador do &#8220;Maracatu na\u00e7\u00e3o Maracambuco<\/strong>&#8220;, o <strong>reconhecimento internacional<\/strong> seria um marco importante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um processo longo, feito com cuidado, ouvindo os mestres e respeitando as particularidades de cada grupo. Para a gente, \u00e9 gratificante ver esse caminho sendo trilhado\u201d, afirmou. No <strong>Maracambuco,<\/strong> a <strong>Calunga<\/strong>, <strong>figura central do cortejo, <\/strong>se chama<strong> Isabel Arruda de Oliveira, <\/strong>reverenciada como<strong> s\u00edmbolo espiritual<\/strong> e<strong> identidade do grupo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o mestre <strong>Fabiano Pedro da Silva<\/strong>, do &#8220;<strong>Maracatu na\u00e7\u00e3o tigre&#8221;,<\/strong> v\u00ea o momento como uma conquista coletiva. \u201c\u00c9 muito importante para todos os maracatus, principalmente para o estado de Pernambuco, que agora tem maracatus espalhados pelo Brasil e pelo mundo\u201d, disse. <strong>O &#8220;Na\u00e7\u00e3o tigre&#8221; existe desde 1975 e mant\u00e9m suas ra\u00edzes no bairro de Peixinhos, em Olinda.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Reconhecimento sem retorno?<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Apesar da expectativa, nem todos os mestres est\u00e3o otimistas. Danillo Mendes, que comanda o &#8220;Maracatu encontro do dend\u00ea&#8221;, alerta que o reconhecimento precisa vir acompanhado de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 fomos tombados pelo Iphan, mas os recursos e a\u00e7\u00f5es do plano de salvaguarda n\u00e3o chegam at\u00e9 a gente. O incentivo \u00e9 quase inexistente, e seguimos enfrentando dificuldades para manter os grupos ativos\u201d, criticou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, os custos de se colocar um maracatu na rua continuam elevados e o apoio governamental \u00e9 insuficiente. Al\u00e9m disso, h\u00e1 cr\u00edticas sobre a estrutura dos concursos de agremia\u00e7\u00e3o durante o Carnaval, considerados prec\u00e1rios por integrantes de diversas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Difus\u00e3o e resist\u00eancia: <\/h3>\n\n\n\n<p>Mesmo com os desafios, o Maracatu Na\u00e7\u00e3o segue crescendo. A tradi\u00e7\u00e3o j\u00e1 ultrapassou as fronteiras de Pernambuco e do Brasil, com registros de grupos em pa\u00edses como Canad\u00e1, Estados Unidos, Fran\u00e7a e Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o reconhecimento da Unesco seja confirmado, o Brasil somar\u00e1 oito bens culturais na Lista Representativa do Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da Humanidade. Atualmente, fazem parte: o samba de roda do Rec\u00f4ncavo Baiano, as express\u00f5es dos Wajapis, o frevo, o C\u00edrio de Nazar\u00e9, a roda de capoeira, o Bumba Meu Boi do Maranh\u00e3o e o modo de fazer o queijo minas artesanal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Paulo Pinto O &#8220;Maracatu na\u00e7\u00e3o&#8220;, uma das mais tradicionais manifesta\u00e7\u00f5es culturais de Pernambuco, est\u00e1 mais perto de receber um reconhecimento internacional. 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