{"id":1163,"date":"2023-10-14T16:05:28","date_gmt":"2023-10-14T19:05:28","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=1163"},"modified":"2023-10-14T16:05:30","modified_gmt":"2023-10-14T19:05:30","slug":"eventos-celebram-as-culturas-indigena-e-afrodescendente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=1163","title":{"rendered":"Eventos celebram as culturas ind\u00edgena e afrodescendente"},"content":{"rendered":"\n<p>As duas atividades t\u00eam entrada franca e ocorrem no Memorial dos Povos Ind\u00edgenas Ag\u00eancia Bras\u00edlia* | Edi\u00e7\u00e3o: Igor Silveira<\/p>\n\n\n\n<p>Dois eventos no Memorial dos Povos Ind\u00edgenas (MPI) desta sexta-feira (27) a s\u00e1bado pr\u00f3ximo colocam os temas \u201cmem\u00f3ria, hist\u00f3ria e ancestralidade\u201d no topo da agenda do patrim\u00f4nio material e imaterial do Distrito Federal. O espa\u00e7o da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) abriga nesses tr\u00eas dias o Festival Ag\u00f4 \u2013 M\u00fasica e Ancestralidade e o Semin\u00e1rio Fealha, que receberam aporte do Fundo de Apoio \u00e0 Cultura (FAC).<\/p>\n\n\n\n<p>Os eventos combinam apresenta\u00e7\u00f5es musicais, debates e feiras, reverenciam a presen\u00e7a ind\u00edgena no DF e prestam homenagens \u00e0 cultura de comunidades quilombolas e pr\u00e1ticas de terreiro ligadas ao Candombl\u00e9 e \u00e0 Umbanda. A entrada \u00e9 gratuita. Os recursos do FAC, de editais de 2021, somam R$ 160 mil, gerando 135 empregos diretos e 370 indiretos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2023\/07\/Povo-Fulni-o-_Creditos_o-Fred-Jordao-300x200-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-528030\"\/><figcaption>Os eventos combinam apresenta\u00e7\u00f5es musicais, debates e feiras |Foto: Fred Jord\u00e3o\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cA presen\u00e7a ind\u00edgena no Distrito Federal \u00e9 negligenciada. Por\u00e9m, hoje sabemos que \u00e9 parte fundamental do processo construtivo da identidade do nosso quadradinho. N\u00e3o somos apenas o centro do poder pol\u00edtico, onde os ind\u00edgenas v\u00eam pleitear seus direitos, somos a morada ancestral de diversas popula\u00e7\u00f5es\u201d, afirma o subsecret\u00e1rio do Patrim\u00f4nio Cultural, Felipe Ram\u00f3n.<\/p>\n\n\n\n<p>O gerente do MPI, David de Oliveira Terena, que traz no nome a etnia do seu povo, festeja a realiza\u00e7\u00e3o: \u201cEssa iniciativa mostra que, al\u00e9m de mem\u00f3ria, o MPI se movimenta para discutir as heran\u00e7as ind\u00edgenas como coisas vivas. \u00c9 tamb\u00e9m um local de pesquisa e ci\u00eancia\u201d. O Memorial recebe m\u00e9dia de 4 mil visitantes por m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Outras Bras\u00edlias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os eventos no MPI dar\u00e3o ao p\u00fablico a oportunidade de pensar a hist\u00f3ria de Bras\u00edlia fora da narrativa hegem\u00f4nica constru\u00edda em torno de grandes personagens e grandes efeitos, um dos problemas da historiografia oficial, que imprime em livros did\u00e1ticos simplifica\u00e7\u00f5es e apagamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora de Hist\u00f3ria da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) Cristiane Portela coordena o projeto Outras Bras\u00edlias, em coopera\u00e7\u00e3o com a Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o. A pesquisa busca jogar luz sobre aspectos da hist\u00f3ria da capital que foram negligenciados no esfor\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o da cidade. Ela vai falar nesta sexta-feira (28) sobre a pesquisa que encabe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMinha fala contemplar\u00e1 a necessidade de pensar narrativas sobre o DF a partir da no\u00e7\u00e3o de sujeitos coletivos, que nos indicam outras maneiras de pensar a hist\u00f3ria do capital\u201d, explica ela. A docente trabalha conceitos como \u201cterrit\u00f3rio luta\u201d e \u201cterrit\u00f3rio \u00fatero\u201d, que operam na contram\u00e3o da historiografia hegem\u00f4nica, buscando outros sentidos para a ideia de ocupa\u00e7\u00f5es, sejam as originais, sejam as que se formaram a partir de processos hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00edgena Potyra Terena, de etnia presente no Mato Grosso, \u00e9 professora da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do DF e representante dos povos origin\u00e1rios em v\u00e1rios coletivos. Ela destaca que o Festival Ag\u00f4 (\u201clicen\u00e7a\u201d, em Yorub\u00e1) serve para levar m\u00fasica e promover o debate sobre ancestralidade e presen\u00e7a ind\u00edgena em Bras\u00edlia. Explica que Fealha, t\u00edtulo do semin\u00e1rio, significa \u201cterra sagrada\u201d no idioma do povo Fulni-\u00f4, de Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2023\/07\/WhatsApp-Image-2023-07-27-at-11.34.04-150x150-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-528040\"\/><figcaption>Os povos ind\u00edgenas estar\u00e3o presentes no Festival Ag\u00f4 por meio do canto do povo Fulni-\u00f4 e das mulheres ind\u00edgenas do Alto Xingu | Foto: Secec\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cPara os ind\u00edgenas, as mem\u00f3rias ancestrais t\u00eam muita import\u00e2ncia, pois toda a exist\u00eancia \u00e9 a resist\u00eancia feita por mem\u00f3rias de lutas territoriais. Conhecer \u2018Outras Bras\u00edlias\u2019 \u00e9 reconhecer que esse territ\u00f3rio sempre teve a presen\u00e7a ind\u00edgena em trajet\u00f3rias de lutas e conquistas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs m\u00fasicas cantadas pelas comunidades tradicionais s\u00e3o vividas de forma muito completa e complexa. A m\u00fasica vem com a l\u00edngua, a dan\u00e7a e carrega a identidade de cada povo. Nosso compromisso \u00e9 mostrar esse conjunto complexo que a m\u00fasica carrega\u201d, ressalta a diretora do Festival Ag\u00f4, T\u00e2mara Jacinto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Destaques<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre as atra\u00e7\u00f5es do Festival Ag\u00f4, est\u00e1 o coletivo Ponto Br, que traz alguns dos chamados guardi\u00f5es de culturas tradicionais brasileiras: Mestre Walter (Ra\u00edzes da \u00c1frica \u2013 PE), Mestra Zez\u00e9 de Iemanj\u00e1 (Casa Fanti Ashanti \u2013 MA) e Ribinha de Maracan\u00e3 (Bumba Boi de S\u00e3o Lu\u00eds \u2013 MA). Eles dialogam com artistas conhecidos da cena contempor\u00e2nea, como a paulistana Renata Amaral, o pernambucano Eder O Rocha, o su\u00ed\u00e7o Thomas Rohrer e o maranhense Henrique Menezes.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo Or\u00ed (cabe\u00e7a, em Yorub\u00e1), de Pernambuco, apresenta m\u00fasicas tradicionais de religi\u00f5es de matrizes africanas e afro-brasileiras das na\u00e7\u00f5es Xamb\u00e1 e Nag\u00f4. Por meio de instrumentos mel\u00f3dicos, harm\u00f4nicos e componentes eletr\u00f4nicos, os m\u00fasicos revelam a ancestralidade dos cantos e toques sagrados do Xang\u00f4 Pernambucano, realizados principalmente para equilibrar e alimentar o Or\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>Apadrinhado pelo maestro Letieres Leite (educador, compositor e arranjador baiano, falecido em 2021), o grupo \u00e9 formado por Beto da Xamb\u00e1 (viol\u00e3o), Mem\u00e9 da Xamb\u00e1 (voz), Thulio Xamb\u00e1 (cavaquinho), Nino da Xamb\u00e1 (flauta) e Tayna Hirlley (piano). No palco do Festival Ag\u00f4, eles recebem a cantora Cris Pereira, uma potente voz do samba de Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os povos ind\u00edgenas estar\u00e3o presentes no Festival Ag\u00f4 por meio do canto do povo Fulni-\u00f4 e das mulheres ind\u00edgenas do Alto Xingu. A principal aldeia Fulni-\u00f4 do Brasil fica pr\u00f3xima \u00e0 cidade de \u00c1guas Belas (PE) e h\u00e1 tamb\u00e9m um territ\u00f3rio no noroeste de Bras\u00edlia (DF): a Terra Ind\u00edgena Santu\u00e1rio dos Paj\u00e9s, um s\u00edmbolo da luta contra a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria na capital federal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2023\/07\/ORI-1-CREDITO-RENAN-PEIXE-300x200-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-528044\"\/><figcaption>Os recursos do FAC, de editais de 2021, somam R$ 160 mil, gerando 135 empregos diretos e 370 indiretos | Foto: Renan Peixe\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As mulheres ind\u00edgenas do Alto Xingu v\u00eam do Mato Grosso para compartilhar parte do que \u00e9 a Yamurikum\u00e3, uma festa ritual realizada por mulheres ind\u00edgenas pertencentes \u00e0s nove etnias do Alto Xingu. Durante todo o per\u00edodo da festa, as mulheres dominam o poder da aldeia, se adornam, cantam versos de can\u00e7\u00f5es tradicionais, lutam Huka Huka e realizam atividades que, em outros contextos, seriam permitidas apenas aos homens.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><a href=\"https:\/\/www.agenciabrasilia.df.gov.br\/2023\/07\/13\/exposicao-reflete-sobre-luta-dos-povos-originarios-negros-e-perifericos\/\"><strong>Exposi\u00e7\u00e3o reflete sobre luta dos povos origin\u00e1rios, negros e perif\u00e9ricos<\/strong><\/a><a href=\"https:\/\/www.agenciabrasilia.df.gov.br\/2023\/07\/25\/planetario-de-brasilia-recebe-exposicao-sobre-nikola-tesla\/\"><strong>Planet\u00e1rio de Bras\u00edlia recebe exposi\u00e7\u00e3o sobre Nikola Tesla<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br>Festival Ag\u00f4 \u2013 M\u00fasica e Ancestralidade \/ Semin\u00e1rio Fealha \u2013 Presen\u00e7a Ind\u00edgena no DF<br>De 27 a 29 de julho (quinta a s\u00e1bado)<br>Memorial dos Povos Ind\u00edgenas<br>Mais informa\u00e7\u00f5es,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/agoancestralidade\/\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ingressos para o show Festival Ag\u00f4 (entrada gratuita)&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sympla.com.br\/evento\/ago-musica-e-ancestralidade\/2079610\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Inscri\u00e7\u00e3o para o semin\u00e1rio Fealha&nbsp;<a href=\"https:\/\/bit.ly\/inscricaoFealha\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Programa\u00e7\u00e3o Geral \u2013 Festival Ag\u00f4 + Fealha<\/strong><br>Quinta \u2013 27\/07<br>18h15: Cantos com povo Fulni-\u00f4 e mulheres do Alto Xingu<br>18h30: Semin\u00e1rio Fealha: Mem\u00f3rias do Memorial dos Povos Ind\u00edgenas<br>19h30: Semin\u00e1rio Fealha: Viver o presente, olhar o futuro<\/p>\n\n\n\n<p>Sexta \u2013 28\/07<br>14h30: Semin\u00e1rio Fealha: Ancestralidade cerratense<br>16h30: Semin\u00e1rio Fealha: Trajet\u00f3rias, povos e territ\u00f3rios<br>19h: Roda aberta de Capoeira Angola com Mestra Elma (MA) e grupo nZambi<br>20h30: Ori (PE) part. Cris Pereira (DF)<br>21h30: Cantos das Mulheres do Alto Xingu (MT)<br>22h: Cafurnas Fulni-\u00f4 (PE\/DF)<br>22h30: Ponto BR (MA\/PE\/SP)<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e1bado \u2013 29\/07<br>10h \u00e0s 12h: Oficina de Capoeira Angola com Mestra Elma (nZambi)<br>15h \u00e0s 16h: Semin\u00e1rio Fealha: Hist\u00f3rias e conquistas do Acampamento Terra Livre (ATL)<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es de Secretaria da Cultura e Economia Criativa (Secec)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As duas atividades t\u00eam entrada franca e ocorrem no Memorial dos Povos Ind\u00edgenas Ag\u00eancia Bras\u00edlia* | Edi\u00e7\u00e3o: Igor Silveira Dois eventos no Memorial dos Povos Ind\u00edgenas (MPI) desta sexta-feira (27) a s\u00e1bado pr\u00f3ximo colocam os temas \u201cmem\u00f3ria, hist\u00f3ria e ancestralidade\u201d no topo da agenda do patrim\u00f4nio material e imaterial do Distrito Federal. 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