{"id":10190,"date":"2024-12-17T09:33:59","date_gmt":"2024-12-17T12:33:59","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=10190"},"modified":"2024-12-17T09:35:59","modified_gmt":"2024-12-17T12:35:59","slug":"ciencia-e-ecologia-indigena-dialogo-essencial-para-salvar-o-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadecult.com.br\/?p=10190","title":{"rendered":"Ci\u00eancia e ecologia ind\u00edgena: di\u00e1logo essencial para salvar o planeta"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Marcelo Camargo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma publica\u00e7\u00e3o in\u00e9dita na revista cient\u00edfica norte-americana &#8220;Science&#8221; destaca a import\u00e2ncia de unir o conhecimento tradicional ind\u00edgena \u00e0 ci\u00eancia ocidental como solu\u00e7\u00e3o para a preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e o combate \u00e0 crise clim\u00e1tica. O estudo \u00e9 assinado por cientistas ind\u00edgenas dos povos Tuyuka, Tukano, Bar\u00e1, Baniwa e Sater\u00e9-Maw\u00e9, em parceria com pesquisadores n\u00e3o ind\u00edgenas da Universidade de Princeton (EUA) e de institui\u00e7\u00f5es brasileiras, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O artigo, que representa <strong>um marco para a ci\u00eancia mundial,<\/strong> traz uma vis\u00e3o crucial: <strong>os povos ind\u00edgenas possuem conhecimentos milenares sobre o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico<\/strong>, que podem somar-se \u00e0s pesquisas cient\u00edficas contempor\u00e2neas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com <strong>Justino Sarmento Rezende<\/strong>,<strong> cientista ind\u00edgena da Ufam<\/strong> e<strong> um dos autores do estudo<\/strong>,<strong> a vis\u00e3o dos povos origin\u00e1rios rejeita a separa\u00e7\u00e3o entre humanos e natureza.<\/strong> \u201c<strong>Enquanto a ci\u00eancia biol\u00f3gica come\u00e7ou a falar de ecologia mais recentemente, os ind\u00edgenas j\u00e1 compreendem h\u00e1 milhares de anos como funciona o ciclo da vida e a interdepend\u00eancia entre seres humanos, animais, plantas e o ambiente\u201d<\/strong>, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os <strong>povos do Alto Rio Negro<\/strong>, no <strong>Noroeste do Amazonas<\/strong>,<strong> a harmonia entre os dom\u00ednios terrestre, aqu\u00e1tico e a\u00e9reo \u00e9 mantida por meio de pr\u00e1ticas ancestrais, rituais e profundo respeito a todos os seres que habitam o planeta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Carolina Levis, pesquisadora da UFSC e coautora do artigo, destaca que o<strong> futuro sustent\u00e1vel depende do reconhecimento do protagonismo ind\u00edgena. <\/strong>\u201cOs especialistas ind\u00edgenas cuidam da Terra h\u00e1 muito tempo. \u00c9 preciso incluir esse conhecimento nos processos de decis\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para avan\u00e7armos com respeito e efici\u00eancia\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O estudo traz ainda reflex\u00f5es sobre pr\u00e1ticas fundamentais dos povos ind\u00edgenas, como a observa\u00e7\u00e3o das constela\u00e7\u00f5es e dos ciclos da Terra, que influenciam a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a preserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao colocar lado a lado ci\u00eancia ind\u00edgena e ci\u00eancia ocidental, o artigo refor\u00e7a uma mensagem clara: <strong>o di\u00e1logo entre m\u00faltiplas formas de conhecimento \u00e9 o caminho mais eficaz para enfrentar os desafios clim\u00e1ticos e ambientais do nosso tempo<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Marcelo Camargo Uma publica\u00e7\u00e3o in\u00e9dita na revista cient\u00edfica norte-americana &#8220;Science&#8221; destaca a import\u00e2ncia de unir o conhecimento tradicional ind\u00edgena \u00e0 ci\u00eancia ocidental como solu\u00e7\u00e3o para a preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e o combate \u00e0 crise clim\u00e1tica. 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